quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Meu e dele, meu... dele...

Postado por Téia às 1:39 PM 0 comentários
Caiu como uma luva. Algo totalmente inesperado, com um toque de proibido, mas com uma intensidade dessas de marcar para sempre. A fase da minha vida não poderia ser melhor, eu estava no meu auge de independência e determinação aflorada pela vontade de me reinventar. 

Resisti o quanto pude. Vivi de olhares, de músicas e desejos por longas e intermináveis semanas. Tudo era motivo, pretexto, desculpa para acabar se encontrando... nem que fosse só para dizer “oi”. O fato de estamos no mesmo lugar era suficiente para sentir muita coisa, e essa muita coisa era tudo de bom! 

Depois tentamos nos enganar, nos evitar e nos comportávamos como dois adolescentes negando o que acontecia dentro da gente. Em alguns momentos chegamos até a ser imaturos a ponto de nos “enfrentarmos” com atitudes que repercutiriam em muito ciúme e sentimento de perda, mas que na verdade, foi só um empurrãozinho do destino querendo estampar nos nossos rostos, o quanto precisávamos experimentar daquele sentimento que formigava a alma. 

Continuamos saindo sem compromisso. Passamos a saber mais um do outro, compartilhamos experiências, vontades, sabores, trilhas sonoras, sensações e momentos. Um simples passeio de carro era capaz de mexer com a libido e ir numa festa então, era quase afrodisíaco. Mas não nos tocávamos... continuava proibido! E acho que era exatamente isso que tornava aquela atração mais interessante. 

Me lembro como se fosse hoje no dia que vimos a lua mais bonita de nossas vidas. Cheia, vibrante, iluminada, repleta de significados... Ela precisava de um cenário para complementar tanta beleza , então escolhemos um restaurante maravilhoso e nos deliciamos com conversas, olhares e muita cumplicidade naquela noite. Apenas cumplicidade. 

A vontade era simplesmente de estar juntos. Merecia que o relógio tivesse parado no tempo! Mas foi exatamente naquele dia que algo mexeu de verdade com a gente. Ele me deixou em casa e saí do carro desembestada para não me perder em mim. Vi que ele levou um tempo para seguir caminho também. E naquele dia, tive a melhor noite mal dormida dos últimos anos. Eu descansei ao som dos meus pensamentos... 

No dia seguinte parecia enredo de novela, nada colaborou para a gente se ver. Os horários não coincidiam, o trabalho nos sufocou, as programações entre amigos foram desmarcadas e a coragem de ligar ficou apenas na vontade. Meu coração parecia que ia sair pela boca, mas eu precisava disfarçar esse turbilhão de sentimentos que pulsava em cada fio de cabelo. Não nos vimos... 

Lindo que só, me mandou um e-mail falando nada com coisa nenhuma. Apenas uma forma de manter contato e dizer “estou aqui... não esquece de mim”. Esquecer como??? Impossível. Isso ficou tão evidente que 2 dias depois, quando pudemos enfim nos rever, já não tínhamos mais o que falar... estávamos nervosos, tímidos, trêmulos. Fomos nos aproximando aos poucos, oferecendo um copo de água, um lugar no sofá, um cafuné... 

A energia da pele próxima arrepiava!!!! A respiração ofegante e a batida dos corações nos levou a um longo, delicioso e intenso beijo. Tão inesperado quanto os gritos dos nossos amigos ao verem a cena. Susto? Que nada. Continuamos naquele momento que era nosso, meu e dele, meu... dele... 

Desse dia em diante passamos a nos ver um dia sim e no outro também. Alguns intervalos pequenos entre viagens a trabalho ou visita aos pais, mas sempre com algumas exceções para estarmos juntos. Já não conseguíamos disfarçar muito. Negávamos, mas acho que só a nós mesmos... Aqueles momentos eram nossos, apenas nossos, mas muita gente desconfiava ou procurava saber. 

Curtimos muita coisa boa juntos. Continuávamos indo às festas escondendo o clima de paquera, saíamos para jantar, conversar, ver o sol, o mar, saíamos simplesmente para nos ver. Uma simples chuva ou o frio daquele inverno, era desculpa para dormirmos juntinhos e ficarmos à sós, nos curtindo. 

Foi uma relação muito bacana, muito intensa, muito verdadeira. Muito gostosa de experimentar. Só que eu reencontrei o grande amor da minha vida e não consegui mais ter olhos para a minha nova aventura. Descuidei daquela relação bacana e abri espaço para que ele também se perdesse em um novo caso. Coloquei um ponto final no meio da história e não me permiti mais viver aquela paixão. 

Sofri, muito! Chorei noites e noites, mas eu estava muito certa de que não o queria mais. Uma das decisões mais difíceis que já tomei no quesito relação amorosa. Não me arrependi. Dentre de poucos dias, ele não me merecia mais também! Para ele foi muito mais fácil do que para mim. Homem sabe pegar o sentimento e passar uma borracha, jogar fora e esquecer. Mulher não, guarda prá sempre, numa caixinha de lembranças... 

Voltei a curtir o homem que sempre amei. De uma forma diferente por que moramos em cidades distantes e temos uma agenda totalmente incompatível. Tenho feito de conta que ele não me interessa muito, mas não é verdade. Ele continua sendo a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa nesse momento. 

E dentro de mim, um misto dos dois. As lembranças se confundem e me confundem! 

“Eles se amam. Todo mundo sabe, mas ninguém acredita. Não conseguem ficar juntos. Simples. Complexo. Quase impossível. Ele continua vivendo sua vidinha idealizada e ela continua idealizando sua vidinha. Alguns dizem que isso jamais daria certo. Outros dizem que foram feitos um para o outro. Eles preferem não dizer nada. Preferem meias palavras e milhares de coisas não ditas. Ela quer atitudes, ele quer ela. Todas as noites ela pensa nele, e todas as manhãs ele pensa nela. E assim vão vivendo até quando a vontade de estar com o outro for maior do que os outros. Enquanto o mundo vive lá fora, dentro de cada um tem um pedaço do outro. E mesmo sorrindo por ai, cada um sabe a falta que o outro faz. Nunca mais se viram, nunca mais se tocaram e nunca mais serão os mesmos. É fácil porque os dias passam rápidos demais, é difícil porque o sentimento fica, vai ficando e permanece dentro deles. E todos os dias eles se perguntam o que fazer. E imaginam os abraços, as noites mal dormidas, esquecidas pelo primeiro sorriso do outro. E que no momento certo se reencontrarão e que nada, nada seja por acaso.” (t. bernardi/2011)

sábado, 24 de março de 2012

Que o amor me encontre!

Postado por Téia às 11:47 AM 0 comentários
Hoje eu queria falar de amor. Na verdade falar da falta de amor que os últimos 4 anos me proporcionaram. Sim, estou oficialmente solteira há 4 anos. Não, isso não é uma lenda Romana, isso é uma tragédia Grega. Tudo bem que tive alguns namoros relâmpagos nessa entrelinha de solteira e vários caras casuais, mais conhecidos como “ficantes”.

Alguns até gostei de me envolver e os levaria a sério, mas eles só queriam curtição. Estava muito claro nos olhos deles, só eu que não via. Outros até quiseram render um romance comigo, mas neles, me faltava alguma coisa mais intensa. Não sei o que era, mas faltava. Saldo disso tudo? Um amigo prá conversar, outro para odiar, outro para esquecer e o último para lembrar e ligar quando a carência tá batendo forte. Providenciamos logo um bom vinho e um edredom para colocar a auto-estima em dia.

Só que nos últimos 20 dias, nem por esse estou me interessando mais, quanto mais por outros que eu nem conheço. Não consigo mais render papo com um cara que eu sei que não vai lembrar meu nome no dia seguinte, que não vai me levar no cinema, nem muito menos fazer cafuné quando eu quiser só carinho. Eu tenho amigos que fazem isso por mim. Preciso muito mais que isso.

Sou do tipo de mulher que deixa o coração palpitar ao ponto de quase sair pela boca, quando me sinto amada. Do tipo que uma mensagem no celular é capaz de render meu melhor sorriso. De achar que uma flor de jardim tem muito mais significado que um presente em datas comerciais. Vejo amor nas coisas simples.

Saudade de sentir tudo isso. De sentir muito disso, naturalmente. Por uma única pessoa. Queria falar mais sobre o amor. Mas não sei falar, sei sentir. O amor tem cheiro, cheiro do perfume, da pele. O amor tem som nos beijos, nas músicas. O amor tem paladar, nas doces palavras... O amor tem tato. Embora eu adore a liberdade, gosto de me prender num abraço bem apertado.

E onde estará esse amor que eu nunca acho?! Vai bater à minha porta? Vai aparecer na capa de revista? Desejo que eu encontre no achados e perdidos, ou na fila do banco, ou na poltrona do avião, na festa de casamento de uma amiga, ou quem sabe parada no semáforo. Por que eu cansei de procurá-lo. Que o amor me encontre!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Confeitaria Confeitaria Confeitaria

Postado por Téia às 2:04 PM 0 comentários
Tem exatamente 5 minutos que degustei o último bolo da minha vida. Já provei de todos os sabores: de amigos, de família, de paqueras, de paqueras, de paqueras. Mas de ex-atual-futuro foi a última vez.

Há anos mantive uma linha invisível de relacionamento com um carinha que sempre me orgulhei de ser paquera, principalmente por que mantínhamos uma relação ultra saudável, mas nossos compromissos profissionais nos impediram de levar alguma coisa adiante. Para estarmos juntos, precisávamos realmente de tempo para conjugar corretamente o verbo que vem do comportamento namoro.

Sempre me perguntei por que nunca havia escrito um texto sobre ele. Hoje descobri: por que ele nunca mereceu. A fatia de bolo de hoje teve um sabor MEIO-AMARGO. O meio-amargo em CapsLock é apenas uma forma representativa de dar um ar efêmero a uma situação de nota 4,0. Reprovado!

Fiz a burrice de desativar a minha programação de final de semana marcada com a sociedade soteropolitana, para dar uma oportunidade a mais um momento com um, até então, docinho de côco. Prá que?! Alguém me responda, prá que????

Para receber ligações intermináveis durante o dia, criando a cada minuto mais expectativas interessantes para o nosso encontro, com sabor de pavê de chocolate ao toque de cobertura de calda de morango, simplesmente “právê” se eu tomo vergonha na cara e paro de levar sorvete como creme de rejuvenescimento facial.

Descobri (pela décima quinta vez) que tudo na vida é uma questão de prioridade. Nunca dê prioridade a um homem, enquanto ele não for status de relacionamento sério no Facebook.

Casa de quem mora sozinha sem amigos, vestido novo com etiqueta para ocasiões especiais, perfume xodó pouquíssimo usado, toda trabalhada na sedução, 120 reais de queijos e vinhos e uma ligação apenas as 2h da manhã, quando me dei conta que havia dormido sem sentir no sofá a espera do Petit Gateau. Gato o que? Acho que esse tipo não se fabrica na minha confeitaria. Por isso que prefiro e insisto nos meus brigadeiros de panela.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A arte do desapego

Postado por Téia às 8:23 PM 0 comentários
Alguns anos de namoro me fizeram ficar altamente desconectada com a modernidade dos novos envolvimentos carnais. Até então, alguns caras que eu conhecia eu não conseguia manter nenhuma relação prolongada e a justificativa era sempre a mesma: acabei de sair de um relacionamento.

Essa é uma das mentiras que as mulheres contam. Eu não queria me envolver por que não estava nem um pouco interessada nas modalidades que surgiram. E foi quando me dei conta disso, que passei a prestar mais atenção em quem eu queria ou não uma aproximação mais interessante.

Eis que depois de um dia ultramegamasterplus atípico e cansativo, comemorando em um boteco de esquina com uma amiga o dia inteiro de trabalho ininterrupto que tivemos, me aparece uma figura um tanto quanto inusitada e divertidíssima, sentando ao meu lado e curtindo a minha imagem totalmente descaboletizada. Nenhuma criatura em sã consciência me paqueraria naquela situação, e como eu realmente não acreditada que era um clima de paquera, entrei na brincadeira e trocamos telefones.

Meia hora depois já estamos marcando um forró para fechar com chave de ouro aquele domingo de gravação ao sol, de um comercial que até hoje eu não me vi. Eu só não tinha me dado conta que o personagem principal não tinha participado de nenhuma cena até então.

Do caranguejo ao forró, do forró á boate, da boate à tantos outros encontros super interessantes, mas com um toque especial: o desapego.

Sim. Desapego. Isso mesmo. Apegar-se a que? A quem? Apegar-se para que? Se tudo é transitório, se tudo é passageiro... No começo entender isso era um exercício difícil para nós que ainda somos presos ao ego humano.

Saímos juntos muitas vezes, fomos a muitos lugares, com muitos amigos e nunca um rótulo para nos apresentar. Nós simplesmente não precisamos de classificações. Só precisávamos querer estar juntos.

Difícil tarefa foi aceitar que era um acordo de cavalheiros e que em um futuro breve seríamos apenas amigos, bons amigos. Uma experiência verdadeiramente interessante, para um mundo tão moderno como o que estamos vivendo hoje. Onde os relacionamentos para serem verdadeiros precisam que uma paixão forte e ardente, quebre toda essa banalidade de não se firmarem mais relacionamentos fiéis e duradouros.

Exercitemos o desapego das coisas materiais, das ilusões emocionais, dos rancores, das mágoas, de tudo aquilo que nos aprisiona. Desapego nos liberta. Afinal, se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Pureza ou Castidade?

Postado por Téia às 9:57 PM 0 comentários
Água morro abaixo, fogo morro acima e mulher quando quer dar, ninguém segura. Até onde eu saiba, desde os primórdios da evolução humana a função principal da figura feminina é a reprodução. Perante a igreja o casamento só é consumado quando a mulher apresenta condições reais de procriação. Em palavras mais simples e para encurtar essa linha de raciocínio, a mulher nasceu com uma tomada de encaixe para que?!

Não achem que esse é um pensamento moderninho e avançado por que antigamente o que mais se via eram famílias de 10, 12, 14 irmãos. Vá me convencer que nossas avós eram a representação em forma de gente da pureza e castidade? Poupem-me de argumentos sórdidos. A desculpa de que naquela época não existia televisão, é a desculpa mais esfarrapada que eu já ouvi nos últimos anos. Fogo na panela e muita lenha no colchão, isso sim! Sobremesa naquela época tinha outro nome. A mulher nasceu prá dar prazer e pronto!

Por essas e outras constatações, comecei a tirar meu salto de cinderela e vestir minha fantasia de gata borralheira e cair na maldade. Hoje tranquei o lado do guarda-roupa onde possuo as roupas de “norinha que mamãe pediu a deus” e abri as gavetas da tentação. Difícil foi escolher entre um vestido curto ou uma blusa decotada. Se pelo menos eu soubesse quem será o pobre coitado sortudo da noite seria mais fácil tomar essa decisão.

O problema maior é que mesmo você tendo a certeza que saiu de casa mal intencionada, você não pode sair por ai com uma plaquinha no pescoço oferecendo sexo. Tem que ter um charme, uma conquista.

Por isso caprichar no visual e no ego é a receita. Você pode até colocar uma blusa surrada transparente ou uma saia antiga moldando os quadris, que sua auto-estima continuará poderosa e irresistível. Um perfume marcante, um retoque na maquiagem e um balanço suave no ombro fará de você alvo das atenções e por que não de fantasias na noite de algum homem?!

Para finalizar o planejamento estratégico de terminar a noite em um lugar calmo, onde você possa conversar a vontade e tomar um banho, só falta a escolha das amigas e da balada certa para começar a colocar em prática a missão do dia!

É nessas horas que o anjinho bom do meu ombro sai de férias e o vermelhinho suavemente sussurra em meu ouvido: “Boneca... A Barbie nem no armário mora mais. Prá quê essa calcinha nova e sensual debaixo dessa saia a vácuo se você não vai tirá-la? O cara não vai te ligar no dia seguinte. Nem vai lembrar seu nome. Prá que essa pureza? Prá que essa castidade?!”

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Mitiê com Personalidade!

Postado por Téia às 9:06 AM 0 comentários
Uma amiga me convidou para uma programação dessas bem roots num desses bairros boêmios e descontraídos que pessoas de todos os estilos freqüentam e se divertem horrores, mas que é essencialmente roots. Uma excelente programação para uma sexta-feira à noite, para quem não tem nenhuma outra programação no dia.

Mal recusei o convite, apenas citando que já tinha compromisso agendado e sou surpreendida com um: “Não acredito! Você sempre cheia de programações!!! Nossa Senhora da agenda marcada. Aposto que você vai para um programinha “Mitiê”, desses que você paga uma fortuna para entrar, fica horas na fila de espera, só para fazer fachada que o point vai bombar e ainda num lugar onde só tem loiras super arrumadas e homens de camisa Pólo de emblema e garrafas de uísque na mesa. Desaparte sua alma!”

Peraí, eu até posso ser uma patricinha, mas eu tenho personalidade! Adoro espaço intelectual e glamouroso. Minha dedicação ao trabalho tem que ser recompensada com o que há de bom na vida, mas também não sou tão fútil ao ponto de ir para os lugares que só predomina aparência.

Atrasamos um pouco de chegar ao evento, por que foi muito difícil caprichar no look para uma balada destinada a pessoas solteiras e em busca de diversão. Quando chegamos, uma fila enorme na porta. Será que estava realmente cheio daquele jeito ou era só fachada? Como somos pessoas bem relacionadas, conhecíamos os organizadores e tínhamos entradas preferenciais, nada de fila! Mas ao soltar do carro, uma grata (ou seria ingrata?) surpresa: de um lado uma fila só com mulheres, praticamente todas loiras, vestidas com os mais diversos estilos de festas de casamento, maquiadéssimas, chiquerésimas, arrumadíssimas, lindíssimas e animadíssimas (tá vendo o lado bom?). Do outro lado, uma fila só de homens, TODOS de camisa Pólo, calça jeans e sapatos sociais. P.S.: Camisas Pólo com números, desenhos, hologramas, marcas, ou qualquer outro emblema que vocês queiram classificar.

Aquilo teria sido uma vidência, predestinação, macumba ou só eu ainda não tinha me dado conta que eu realmente freqüento esses tipos de lugares? Onde é que eu tenho amarrado meu jegue?

Ah, já estávamos lá. Não íamos voltar para casa, ou deixar meu scarpam estragar nos paralelepípedos da velha calçada roots, né?! Afinal, só pagamos 1/3 do valor do convite tradicional e somos do partido de que “se está na chuva é para se ‘afogar’ (rs)”. E não é que a Baladinha foi danada de boa?! Nada a reclamar. Músicas atuais e vibrantes, pessoas bonitas e anônimas, bebidas das melhores e convivência pacífica: nada de tapas e beijos.

Era disso que eu precisava. Curtir em bom estilo. Uma garrafa de uísque (dos bons) sobre a mesa, dancinha da moda sendo aprendida com os novos hits do verão, mauricinhos intelectuais com singelos sorrisos e trocas de olhares e excelentes amigas fazendo companhia numa sexta a noite. Só qualidade. Eu mitiê?! Sim, mas com personalidade!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Septicemia do sentir

Postado por Téia às 10:57 AM 0 comentários
Meu último namoro começou sem muito propósito. Nos conhecemos em meio a uma multidão, trocamos algumas boas palavras antes de trocarmos bons olhares. Nada que me fizesse derreter em sonhos ou suspirar de emoção no dia seguinte. Apenas mais alguns encontros interessantes, que preencheriam minhas horas com sorrisos singelos e olhares contentes. Um despertar até empolgante. E quando nos demos conta, já estávamos a passear entrelaçados a um bom sentimento e companhia. Passamos a conhecer mais coisas em comum e compartilhar tantas outras experiências novas. Uma história à dois bacana, cheia de aprendizados. E só.

Para falar a verdade, nunca tive aqueles namoros avassaladores. De perder noites em pensamentos, de telefonemas desesperados de saudade e angústia a cada som dos ponteiros do relógio à espera de mais um encontro. Algo parecido aconteceu em pequenas paixões deixadas ao longo da vida. Nada registrado em namoro oficial.

Hoje na pausa de um sinal na tão grande cidade que viajo, vi um casal entorpecido de amor. Muito carinho, uma cumplicidade literalmente admirável. Me perdi na cena, até ser interrompida por algum mal amado buzinando enlouquecedoramente atrás de mim.

Os mesmos 500m que todos os dias passo até chegar ao trabalho, ganharam um novo significado. Ganhei um desejo de amar de novo. Uma busca que não mais pertencia ao meu pobre e disfarçado coração. Sorri do nada e me contagiei com o amor dos outros.

Renasci em mim. Como uma pequena semente, passível de ser plantada. Me devolvi ao mundo. Em contrato, me ofereço a promessa de amar de novo. E quantas vezes for preciso. Em alma, me abro e me dôo em esperança para tantos outros re-começos. Em corpo, me desfaço de preconceitos e me aceito de volta, do jeito que sou.

Simplesmente pensar no amor já revigorou meu status de viver. Se já é o amor? Não sei. Mas enquanto houver amor, faremos as pazes de novo.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Amor sem escalas

Postado por Téia às 8:30 AM 0 comentários
Não trabalho no departamento de contos de fadas, mas tenho uma história de amor capaz de desbancar qualquer princesa com castelo encantado.

O conheci ainda no tempo da faculdade. Eu, apenas uma colega de sala, com cara de nerd e corpo de menina. Ele, o gato da turma. Jamais imaginei uma possível paquera nessa relação, até que um dia eu tropecei no acaso e me esbarrei no grande amor da minha vida.

Fim do ano letivo, meio de um Happy Hour, início de uma história de amor. Foi preciso apenas de um dia para saber que aquele momento se eternizaria. Algo de muito especial aconteceu naquela noite... Algo que, emocionalmente, nos uniria por muitos e muitos anos. Como se por conta de um beijo, ele tivesse me transformado de menina, em mulher.

Eu só não sabia que em pouco tempo eu perderia aquele cheiro de felicidade que tomava conta da minha vida. As malas já estavam prontas e ele partiria para longe do meu coração.

Ele foi morar em outro estado e naquela época Bill Gates ainda não tinha revolucionado o mundo, tecnologicamente falando... perdemos o contato. Ele apenas sobrevivia nas lembranças que deixou em cada curva do meu corpo.

Aquelas lembranças não mereciam ser esquecidas e o destino tratou de colocá-lo em meu caminho novamente. Anos depois, um encontro no aeroporto mudaria novamente os nossos projetos e os nossos sentimentos.

Foram carnavais, praias, e-mails e músicas. Viagens, telefonemas, mensagens e saudade. Pura saudade. Trilhas, suspense, nudismo e encontros marcados. Pura aventura. Uma vontade de sentir, de estar perto, de querer bem. De querer. Puro desejo. Promessas, cervejas, banhos e lembranças. Pura paixão.

Qualquer tempo que passamos juntos, ao invés de amenizar a saudade, ela só aumenta. Não era para ser o contrário? Basta ligar a TV e ver uma série no canal fechado que lembramos um do outro. Vontade de viver tudo de novo... de novo... e de novo.

E a cada escala, a cada conexão, a cada parada nos aeroportos de viagens a trabalho ou de férias, precisamos matar a saudade. Mesmo não estando juntos, adoramos nos reencontrar.

Tenho medo de algum dia ele ligar e eu não poder mais atender... Tenho receio de que esse amor acabe, se é que ele há de acabar... Temos vontade de viver simples coisas do dia a dia, como andar de mãos dadas numa tarde de domingo sem pensar no horário do próximo vôo.

Mas ele continua indo embora... e eu continuo ficando... vendo ele levar partes de mim que antes eu nem sentia falta...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Independência ou Homem?

Postado por Téia às 7:47 PM 0 comentários
A maioria das minhas amigas, inteligentes, bem sucedidas e independentes, está solteira. Isso me diz muito sobre os homens. Meus amigos inteligentes, bem sucedidos e independentes estão namorando, em sua maioria, com meninas acéfalas, dependentes de pai e mãe ou ingênuas o suficiente para não ter opinião própria. Isso me diz muito sobre os homens.

Os caras que eu conheço através de amigos, baladas, redes sociais, academias, padarias, ou em batidas de trânsito, têm sempre a mesma teoria: “Seu namorado tem sorte. Não é fácil encontrar uma mulher bonita, independente e interessante como você”. Até descobrirem que eu não tenho namorado. E ai o discurso muda: “Mas como assim? Impossível!!! Ah se eu tivesse a sorte de ter uma garota como você.” Não tem, por que só sabe falar isso. E a sorte não é dele, é minha. Por que um cara que pensa isso e não aproveita a garota que conheceu, é por que tem algum problema...

Ele pode ter nascido sem o dispositivo de namoro na configuração da vaca-mãe. Ou será que ele nasceu com os resquícios do século XVI, onde: manda o homem que pode e obedece a mulher que tem juízo?

Ser independente e ganhar bem assusta é? Novidade. Mas eu permaneço solteira. E moderna! Trabalho numa empresa super bacana e pago todas as minhas contas! Pago meus luxos, minhas bebidas, meus mimos, meu carro e de vez em quando um motel quando esbarro num cara lindo e dependente de pai e mãe.

Perguntei a um dos meus irmãos se ele namoraria com uma mulher que ganhasse mais que ele e a resposta foi instantânea: “Claro!” Seguida de um: “se ela não tivesse que pagar nada para mim, era tranqüilo”. Achei aquela resposta interessantíssima e como ferida só fica boa de mostrar, quando a gente mexe, ‘cutuquei vara com cobra curta’ (permitam-me a licença poética). Coninuei: E você casaria com uma mulher que ganhasse mais que você? “Sim, casaria. Mas depois arranjaria um emprego melhor para poder sustentar a casa ou não ia dar certo por muito tempo.” Por que? Isso interfere diretamente no seu desempenho sexual? E o silêncio se fez. Fiquei sem resposta até hoje. Isso me diz muito a respeito dos homens.

Vou me transformar em uma menina do interior, que veio para a capital estudar, me comportar como menina amarela, ingênua que não gosta de balada. E vou gastar meu dinheiro na profissão de dondoca. Pagar minhas riquezas, minhas depilações e idas aos shoppings. Quem sabe me matricular em outra faculdade só para justificar que eu realmente vim do interior... só para não revelar que eu tenho um bom emprego, moro sozinha, sou bonita e inteligente por que Deus quis. Talvez assim eu case cedo. Quem ganha mais com isso? Não sei. Mas, prá não depender de pai e mãe e saber dizer um pouco mais sobre o que eu penso dos homens, toda tentativa é válida.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

FÓRMULA DO AMOR

Postado por Téia às 8:16 AM 0 comentários
Sempre me senti de calças curtas quando alguém me pergunta “Porque você não está namorando?”. Fato é que eu nunca fui de programar minha vida e calcular quando eu deveria estar namorando, a idade exata em que eu me casaria, teria filhos, e etc. Talvez por isso nunca estive procurando ou fugindo de um possível romance. Apenas vou vivendo, esperando que as minhas escolhas não planejadas, me reservem um futuro bom. Mas, ao que me parece, essa pergunta quando feita, tem como expectativa uma resposta sucinta, sincera e direta, do tipo:

QUESTÃO DE VESTIBULAR:

Sendo A um indivíduo solteiro, jovem, atraente e com diversos predicados que te caracterizariam como um(a) bom(a) namoro(a), qual a alternativa que melhor justifica o fato de ainda não estar namorando ou casado ou num relacionamento sério, monogâmico e restrito:

A. O indivíduo não é adepto da monogamia e acredita que a felicidade esta mesmo em ter vários parceiros(as), peguetes, paqueras e etc.

B. O indivíduo apesar de ter excelentes qualidades, tem defeitos que nenhum outro indivíduo seria capaz de suportar na condição de cônjuge, namorado(a), ou qualquer status que caracterize compromisso.

C. O indivíduo acredita que não existem mais pessoas de bem, que possam compartilhar momentos a dois com cumplicidade, lealdade e bem querer.

D. O indivíduo até gostaria de se comprometer, mas aí percebe que o verão, o réveillon, o carnaval, a semana santa, o são João, o Sauípe Folia, o Sauípe Fest e todas as outras festa do ano estão tão próximas.

E. Com certeza, se a minha aprovação dependesse dessa questão, eu estaria DESCLASSIFICADA.

Sim, o fato de eu ainda estar solteira tem influência de todas essas respostas, mas ao mesmo tempo de nenhuma delas. E explicar o verdadeiro motivo, necessitaria de um mergulho tão profundo em mim mesma, que dificilmente conseguiria resumi-lo em duas linhas.

Provavelmente, devo ter deixado escapar pessoas especiais porque estava em um momento de prezar pela minha liberdade, ou em um momento de conhecer novas pessoas, por estar desiludida com os relacionamentos passados, ou por ter usado como desculpa para não me apegar o defeito mais idiota encontrado no outro. Mas a verdade é que para mim, se apaixonar se comporta mais ou menos como a formação do ar. Vários gases se formam, sabe-se lá como (nunca gostei muito de química) e vão se unindo de forma complexa, até formar o ar que respiramos. Ah! E respirar é tão bom. Mas se me mandassem analisar e repetir de maneira impecável todo o processo e fórmulas responsáveis pela sua formação eu nunca saberia. E mesmo que soubesse e quisesse reproduzi-lo, muitas influências externas poderiam prejudicar a formação do meu ar. No entanto, fico satisfeita em saber que as forças da natureza agem para que ele esteja lá, todos os dias para ser respirado. E por mais que este processo pareça tão natural e involuntário para nós, ele é complexo e depende de muitos fatores.

Se comprometer é tão complexo quanto. E mesmo que eu quisesse elaborar a fórmula do relacionamento bem sucedido, uma série de outros eventos poderiam interferir no meu experimento. Felizmente, com um pouquinho de comprometimento e ajuda dos astros todos nós acharemos a tampa da nossa panela, ainda que seja um cachorro ou o livro perfeito.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Amizade Colorida

Postado por Téia às 7:25 AM 0 comentários
Toda mulher já pensou em como seria se envolver com seu melhor amigo. Ele pode ser lindo, ser feio, ser magro demais, ser gordinho, ser muito mais alto que você, ou até mesmo um pigmeu. Algo que naturalmente vocês não teriam se atraído fisicamente, mas se ele é seu melhor amigo, vocês buscaram algo entre si, que despertou afinidade e vocês apostaram em outro tipo de relação inicial, e por isso, vocês se aproximaram e se permitiram se conhecer melhor. E nesse processo, em algum momento, passou pela sua cabeça como seria se vocês namorassem.

Eu particularmente, já pensei. E essa intimidade que a relação de grandes amigos trás, me fez ter a oportunidade de experimentar um pouco essa inversão dos papeis e confundirmos um pouco nossas pernas... e acabamos ficando. Na hora foi um dos melhores momentos que passamos juntos. Nos divertimos, rimos de outro jeito, nos olhamos de forma diferente e nos curtimos com vontade de viver aquele momento.

Muito natural e gostoso de sentir. Até pegarmos no sono juntos e acordarmos abraçadinhos no dia seguinte. Acho que muito da atitude de timidez foi minha. Acordei meio sem graça, sem querer conversar, então fingi que não tinha visto que ele já tinha acordado e levantei sem tempo dele falar alguma coisa.

A situação ficou um pouco embaraçosa, por que iríamos passar o dia juntos. Então eu não tinha aquela desculpa de “tive que ir embora”, por isso respirei fundo e encarei como se nada tivesse acontecido. Fui preparar o café, como de costume, e aproveitei a demora dele levantar da cama para tomar um belo e demorado banho, para lavar os pensamentos de arrependimento.

Arrependimento? Mas eu não estava arrependida! Nem um pouco. Mas meu inconsciente não me deixava pensar o contrário. Pensei, repensei, lembrei dos anos de amizade e foquei nas atitudes que seriam comuns se nada tivesse acontecido.

Voltei no quarto e fiz a criatura deixar a preguiça de lado, por que a praia já estava nos esperando e ainda tínhamos que acordar o resto da galera.

Essa foi a melhor das atitudes que eu podia tomar, pois pareceu que tudo estava na mais perfeita ordem e que nossas expressões não iriam dedurar para todo mundo que a gente tinha pintado a amizade de colorido.

O dia não podia ter sido melhor. Brincadeiras, risadas, histórias e centenas de latinhas de cerveja, fizeram aquele dia ser especial, como muitos outros dias que passamos juntos.

Hora de voltar para casa. Todos se despedem e nós pegamos o caminho de volta. Víamos nos olhos um do outro que não queríamos voltar para casa sozinhos, pelo menos não antes de ficarmos um pouco a sós. Não sabíamos por que, mas sentíamos isso... até que ele resolveu tomar a iniciativa e convidar para mais uma latinha de cerveja, a qual não tomaríamos...

Em qualquer dia diferente daquele, aquilo ia ser a coisa mais normal do mundo. Mas eu queria ir conversar com ele. Precisava falar do que aconteceu, mesmo não sabendo o que eu queria falar. E voltamos juntos, fofocando e planejando nossos futuros como em todas as tardes de domingo.

Na porta de casa já não falamos mais nada... apenas nos olhamos e nos beijamos. Passamos horas assim. Perdemos a hora. Não queríamos nos despedir e não podíamos mais ficar juntos. A vida continuava e até que o próximo final de semana chegasse, nos falaríamos todos os dias, mas não nos veríamos.

Que sensação estranha. Uma delícia de sentir, mas com um ar de que algo de errado e de maravilhoso acontecia entre a gente. Será que nossos sentimentos mudariam a partir daquele instante? Será que ficaríamos juntos? Ou a amizade, acima de tudo, iria prevalecer?

Deixamos o destino escrever por nós. E virou amor. Um amor que somente grandes amigos, verdadeiros amigos, sabem explicar. E sabem conviver. Não estamos juntos como homem e mulher. Na verdade, cada um encontrou a sua metade da laranja e o quarteto convive com muita harmonia e discrição.

Mas temos uma linha invisível que nos ligará para o resto da vida. E nos levará ao altar, à maternidade, aos batizados e a todos os outros acontecimentos da vida, até que a morte nos separe.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Coração Futebol Clube

Postado por Téia às 7:09 PM 0 comentários
Estou apaixonada de novo. Só que dessa vez, por dois. Que jogo de amor é esse?

Sempre que meu coração entra em campo parece uma disputa de Fla x Flu com o Maracanã lotado, sem importar se é amistoso ou final de campeonato. Mas é muita emoção e oscilação de sentimento em tão pouco espaço de tempo.

O que acontece é que tem um que estou saindo há um tempo e essa convivência fez com que eu me encantasse por ele. Cada dia uma admiração nova, um encantamento diferente, um motivo a mais para gostar. Um acordo temporário, sem fechamento de contrato. E entre os intervalos dos treinos e jogos oficiais, um cara em status de pendência, ficou solteiro e me procurou. Sempre tive uma queda por ele. Uma queda não, quase um suicídio, um salto livre no penhasco, um chute perdido na cara do gol. E o fato dele está me dando mole agora, só colabora para aumentar o meu desejo e minha empolgação pelo novo investimento. Nesse cenário, meu desespero sentimental de sempre, volta a marcar no placar.

A dúvida é apostar no time que tem um bom ataque ou no grupo que acaba tendo a melhor defesa do sistema desportivo amoroso S.A.

Se eu for colocar na balança, o desempenho não está em dia, por que a torcida do Flamengo aposta na segunda contratação, pois a avaliação da diretoria considera que tivemos, de certa forma, uma história ao longo desses anos. E que, além disso, apesar de uma boa performance do técnico adversário, ele não consegue tomar uma posição efetiva para permanecer na liderança da tabela.

Consegue entender agora a posição da jogadora que está sendo negociada? O lado positivo disso tudo é constatar a valorização do passe. Não é sempre que a gente é cotada por times importante e com bom posicionamento.

É uma decisão difícil de tomar. Afinal, trocar o certo pelo duvidoso nem sempre tem o desfeche que planejamos. Por isso continuo com o olho no lance e curtindo o que isso trouxe de melhor: o sentimento da paixão. Revigora, estimula, satisfaz, anima, liberta, compensa, e acima de tudo, constrói um trabalho de base fundamental para continuar em atividade. Um verdadeiro oferecimento do Coração Futebol Clube.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mania Sensual

Postado por Téia às 11:53 AM 0 comentários

Eu sou cheia de manias. Uma delas é só usar peças íntimas que combinem entre si e com a roupa que vou usar. Não me pergunte como isso começou, pois tenho lembranças de fazer isso desde pequena.

Hoje em especial, eu acordei super atrasada para ir trabalhar e não pude pensar duas vezes em qual roupa vestir. Por isso peguei a mais básica e prática que tinha no armário. Modelito escolhido ficaria faltando apenas abrir a gaveta e pegar o primeiro conjunto íntimo que tivesse acessível. Peguei e vesti sem nem pensar duas vezes, importante mesmo era que combinasse a peça de cima com peça de baixo e com a roupa que pulou do armário.

Só que quando eu cheguei no trabalho, alguma coisa mexeu comigo e eu fiquei num fogo de já querer marcar algum merengue para o Happy Hour no final do dia. Não fazia idéia do que era, mas estava animada para tomar um chopp e bater papo.

Estava me sentindo bem, feminina e usando toda a sensualidade do meu sotaque baiano. Custei a acreditar que tinha acordado de bom-humor em plena segunda-feira. Mas era possível. É que foi tudo tão corrido com o atraso do despertar, que não tinha parado para raciocinar o começo do meu dia, da minha semana.

Me contagiei tanto com minha própria animação que consegui convencer meio mundo de gente a sair comigo naquele dia. Parecia quinta-feira, véspera de feriado prolongado!

Até esse momento, eu estava sentada na minha mesa, revisando toda as demandas cheias de prioridades que eu tinha a dar conta. E na primeira necessidade de mudar de ambiente, percebo que eu tinha vestido uma calcinha quase fio dental.

Trinta segundos de pânico, imaginando que alguém do trabalho pudesse ter percebido o meu alto grau de sensualidade interna, corri para o espelho para confirmar se eu estava dando bandeira ou marcando a vida de alguém.

Ufa! Eu era uma pessoa normal. E com certeza aquele sorriso no rosto logo de manhã cedo era o significado da calcinha que subiu prá cabeça de forma instintiva e se manifestava na minha empolgação. Uau! Que poder! Gostei!

Melhor de tudo era lembrar que de cada 40 “partes íntimas” que eu tinha na minha coleção, apenas 01 possuía aquele design diferenciado. Quase um jogo de loteria. Se eu soubesse desse poder de interferência direta na minha auto-estima de forma tão positiva, já tinha trocado o layout de todas, desde o momento da compra.

Vou começar a prestar mais atenção nas minhas manias. Uma hora elas me revelam algo tão importante como esta experiência, em minha vida.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Vai me pertencer

Postado por Téia às 2:23 PM 0 comentários
Hoje comecei o dia alegre, inspirada e toda trabalhada na teoria de Caio Fernando de Abreu: “Agora ando mais calma. Não muito, verdade. Mas desde que ganhei meu PhD em desilusão amorosa, tenho me divertido como nunca.”

Paquerar se tornou até mais fácil e já não preciso mais chorar no ombro das amigas nem comprar tranqüilizantes em farmácias. Calma, essa foi apenas uma metáfora para dizer que não sofro mais com os meus casos e descasos de tetéia.

Aprendi a conviver com esse atual desinteresse masculino pelas relações duradouras. Estou aceitando entrar na mesma barca e encarar uma paquera como apenas mais uma de amor. Deixo tudo ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e só acontece quando eu acho que tem que acontecer.

Sei que esse sentimento e comportamento são passageiros. Essa não é a minha real essência. Mas ando muito confortável com as conveniências que batem à minha porta. Se me procurar e der algum ibope, vai ganhar um lugar na minha agenda lotada de afazeres com as amigas. Se não ligar, sem problemas, Próximooooo!

E bastou eu colocar o meu “F...-..” Mode On, que não é que São Pedro fez chover na minha horta? E eu estou aproveitando tanto dessa bonança a ponto de marcar um encontro e eu mesma dar o bolo. “Mas eu não saio por ai de bobeira, eu só saio prá fechar negócio.” Minha auto-estima está tão de bem com a vida, que dar preferência pelos eventos com as tetéias estão me rendendo mais pontuações. “Pontuou na festa amiga?” R – Pontuei.

É tanta pontuação que eu quase estou concorrendo com os pontos do BomClube. E que clube. Clube dos atletas, dos engenheiros, dos administradores, dos fisioterapeutas, dos artistas e dos arteiros. Um verdadeiro álbum de figurinhas, quase completo. Mas como todo álbum de sucesso, sempre tem aquela figurinha premium, difícil de achar, que só aparece quando você já não tem mais esperança.

E no dia em que eu achar, vai ser um que vai se entregar pra mim, como a primeira vez, que vai delirar de amor, sentir o meu calor, esse sim, vai me pertencer.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Meu tal inquilino.

Postado por Téia às 9:17 PM 0 comentários

Lembro-me como se fosse hoje o dia que minha mãe anunciou que ia alugar nosso apartamento. Acabávamos de nos mudar, mas meu refúgio continuava sendo o apê de sempre. Resisti até onde pude até ela dizer que os inquilinos já tinham fechado o contrato. Pura fúria de uma fedêlha de 17 anos... já devem imaginar, não é mesmo?!

Na tentativa de amenizar meu sofrimento, por deixar para trás amigos de infância e minha rotina de chegadas e saídas, ela me conta que vão morar no apartamento alguns adolescentes, um inclusive da minha idade e que eu devia aproveitar para estreitar esse “relacionamento” apresentando os novos moradores do MEU apartamento para a “galera” do prédio.

Por um momento quase enfartei! Para mim não estava em jogo apenas perder meu endereço que todos conheciam, mas sim perder junto com ele minhas referências de amizades, meus “tios” e “tias” emprestados e até as relações com os porteiros e os brothers das barraquinhas vizinhas e ainda ia ter que entregar de mão beijada todas aquelas preciosidades para meros infames desconhecidos? Era demais para a minha cabeça.

Quis distância. Nenhuma relação. Não queria saber de ninguém! Passei meses sem nem querer conhecê-los e como eles não fizeram nenhum contato com alguém no prédio, não tinha como chegar informações deles para mim.

Até o dia que minha mãe inventa de me mandar ir buscar o dinheiro do aluguel na Imobiliária. Fui contrariada e batendo pé. Falar daquele assunto me tirava o eixo. Mas fui. Parecendo que ia comprar pão na esquina. De chinelo, roupa de casa, cabelo amarrado com um lápis e a cara fechada, totalmente emburrada. Quase uma visão do inferno.

Chegando lá a secretária manda aguardar por que os ditos cujos ainda não tinham aparecido com o dinheiro e eu precisava esperar para poder assinar o documento. Tortura, tortura, tortura. Mas lá fiquei e fui me distraindo com as beldades que entravam e saíam daquele lugar. Cada homem engravatado, cheiroso e charmoso que não estava mais arrependida de ter aceitado a missão. Na verdade, já estava quase ligando para minha mãe para dizer que eu ia passar a buscar sempre o dinheiro do aluguel...

Até que surge uma pessoinha, tirando onda, com ar de responsável e cara de 15. E não é que era o meu tal inquilino? Uma graça... Mas eu já tinha comprado uma briga com ele que ele nem imaginava... Coitado! Todo gentil veio se apresentar e aproveitou para puxar papo. Fiquei na corda bamba parecendo uma palhaça. Não sabia se era simpática ou se era fria e calculista. Resolvi optar pela segunda opção, por que o plano era tirar ele em breve do apartamento. Se eu virasse amiguinha, ia derreter meu coração e não mais pensar na idéia de expulsá-los de lá.

Como se eu realmente tivesse a capacidade de mudar o destino. Dentro de 3 meses já passei a encontrar com ele com mais freqüência do que eu encontrava minha mãe em casa. Fui apresentando ele ao pessoal do prédio e ele me apresentado um pouquinho mais dele. Qualquer dúvida que ele tinha, sobre qualquer assunto, ele dava um jeito de me perguntar, e eu sem jeito, comecei a perceber que eu tava fugindo dele.

Eu sei é que esse jogo deu certo. E em plena Copa do Mundo enquanto todos assistiam à Seleção Brasileira no salão de festas, nós nos “encontrávamos às escondidas”. Tudo planejado e despistando aqueles que tentavam desconfiar. Um ar de proibido ao mesmo tempo que estávamos livres para viver aquele romance. Tudo foi ficando muito intenso. Muito sério. Ao ponto de sairmos para jantar, cinema nos finais de semana, festas de amigos.
Me buscar no trabalho todas as sextas-feiras era apenas mais um ritual de “amizade colorida” que levávamos. E como para mim eu não podia assumir que gostava dele, por uma questão de investimento no ativo permanente, fui cozinhando ele em banho-maria.

Dois anos juntos, sem namorar. Até que... Vendemos o apartamento! Eles tiveram que se mudar, optaram por uma viagem internacional, e junto com a mudança ele foi embora. E desde então... só um buquê de flores no dia dos namorados e nunca mais nos vemos...

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Esquema de paquera Européia

Postado por Téia às 4:21 PM 0 comentários

Todos nós sabemos que existem certas estratégias para o jogo da paquera que foram perpetuadas durante anos e anos e já estão tão arraigadas que algumas pessoas a percebem como regra geral. Ou seja, ajuízam a atitude de um indivíduo como sendo de todos. Felizmente, o que podemos observar é que toda regra tem exceção, gosto é que nem braço e cada cabeça é um mundo.

Ditos populares a parte, o que eu quero dizer é que cada um é dono da sua vontade, e sabe quando quer ou não fazer alguma coisa. Porém, a decisão de fazer ou não pode ser influenciada por outros fatores que independem do fato de querer. E deste ponto é que surge a questão que tem tomado a minha atenção ultimamente: A premissa da paquera européia de que, se a mulher beijou alguém é porque, obrigatoriamente, está afim de sexo, já virou tendência no circuito da paquera de Salvador?

Essa dúvida tem permeado a minha cabeça desde o dia que eu ouvi a seguinte afirmativa vinda de um amigo-de-beijo: “Parabéns, você tem um autocontrole admirável”. Tirando o fato de que com certeza essa frase iria para o meu quase concluído livro de 500 páginas “Todo o tipo de pérola que uma mulher solteira é obrigada a escutar”, eu fiquei impressionada, não sei se pela prepotência do indivíduo achar que eu estava freando os meus desejos mais ardentes de estar com ele num momento de mais intimidade, ou se pelo fato de pensar que ele pode achar que é uma regra geral, beijou tá excitada. É claro que esta ultima opção se aplica a algumas pessoas, mas eu, (In) felizmente - ainda não consegui decidir o que é melhor - não sou assim.

De forma geral, as minhas atitudes correspondem a uma decisão tomada a partir dos critérios que eu estabeleço como válidos. Portanto, quando eu digo NÃO, é isso mesmo que eu estou querendo dizer, e não apenas mais uma exibição do meu autocontrole admirável.

Dito isso, é preciso acrescentar que essa situação me causou certa indignação. E como toda indignação precisa de um alvo a quem culpar, eu decidi culpar o esfíncter. Afinal de contas, de quem é a culpa de tudo mesmo? E outra, caso não existisse o cú doce essa questão estaria definida de uma vez por todas. Os meninos param de achar que as meninas querem, quando elas não querem. E as meninas param de fingir que não querem o que elas querem por medo de criar uma má reputação. Quem quer sexo faz, e quem não quer come chocolate. E tenho dito!

domingo, 31 de julho de 2011

O garoto é pontual

Postado por Téia às 12:38 PM 0 comentários
Hoje estou me sentindo uma pré-adolescente saindo no primeiro encontro. Três horas para arranjar uma roupa e mais umas cinco fazendo a maquiagem, trocando os acessórios e revisando tudo no espelho. Tudo isso porque vou sair para jantar com um paquerinha novo . O frio na barriga de ansiedade e timidez estão falando mais alto e eu não consigo pegar o elevador para descer.

Eu achava que tirava isso de letra, até me dar conta que faz pelo menos 2 anos que não tenho um encontro assim. É a cara da riqueza gente. Vou sair para jantar. Conheci o gatinho na semana passada e não só já trocamos umas 10 mensagens, como ele me convidou para sair no primeiro contato pós-festa.

Aceitei, lógico. E passei esses dias todos me preparando para esse jantar, para chegar agora e ver que nenhum preparo ajuda nesses últimos minutos antes da chegada do dito-cujo. Pois é. Esse é o outro grande detalhe da história. O menino é um cavalheiro e marcou de me buscar em casa. Eu que não acredito no amor estou até acreditando que ainda há resquícios de romantismo no mundo.

A pior parte ainda estar por vir. Como eu viro uma vara verde quando estou à sós com um homem que não conheço muito, tenho certeza que vou pagar algum mico durante a noite. Então usei de dois artifícios extremamente importantes para amenizar o encontro e sair bem na fita pelo menos uns dez minutos num momento como esse. Passei minha última hora lendo tudo o que é de notícia interessante no mundo. Por que na frente de um homem bonito eu tenho que dar uma de inteligente. E combinei com minhas amigas para elas me ligarem durante o jantar. Não que vá atrapalhar nada. Mas com as ligações delas eu passo pelo menos uns minutinhos enrolando o gato, cabulando a vergonha e gastando meu nervosismo com assuntos adversos.

As tetéias precisam de uma saída pela tangente como essa para recuperar o fôlego e conquistar o gato na pureza do momento. Não é nada fácil, acreditem. Ainda mais para uma veterana madura e solteira como eu.

E esqueci de contar a melhor parte. Temos um plano para qualquer eventualidade. Se o encontro estiver bom, tenho que dizer em algum momento da ligação que eu vou encontrá-las amanhã para um sorvete (não liguem mais, pois o encontro está bom), caso contrário, preciso desmarcar a praia por que vou ter um compromisso profissional (código para elas inventarem um pretexto para eu voltar para casa).

Agora faltam exatamente 8 minutos para eu explodir de adrenalina e encarar o jantar. Como eles (os 8 minutos) serão eternos, preciso ir retocar a maquiagem que acabou de derreter por conta dessa agonia.

Nossa... meu celular está tocando... mas como assim? O garoto é pontual??????

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Tamanho é Documento

Postado por Téia às 10:05 PM 1 comentários

Quem diz que tamanho não é documento, não conhece o poder de um salto alto! É muito mais que um estado de espírito. É um poder concedido às mulheres capaz de fazê-las alcançarem os mais grandiosos desejos!

Já se passaram alguns meses de uma experiência temporariamente interessante e previsivelmente passageira. Comecei a sair com um paquera mais baixo que eu. A primeira providência foi comprar uns 3 pares de rasteirinhas e uma sandália de meio salto, afim de acompanhar a altura do meliante. A segunda providência foi começar a sugerir lugares onde eu pudesse usar aquele novo acessório do armário, sem comprometer a minha estatura na sociedade. A terceira providência foi convencê-lo que se ele quisesse continuar o romance, ele teria que aceitar sair com uma mulher mais alta. Vaidosamente mais alta.

Ele aceitou todas as propostas até o dia eu que usei meu salto 15. Um verdadeiro mulherão! Hahahaha Chamamos mais atenção que saia de piriguete. Mas foi uma sensação inesquecível! Foi a primeira vez que não fiquei inibida na frente de um paquerinha novo. Aquele salto me deu uma segurança que não tinha crise existencial que me derrubasse.

Além de estar me sentindo muito bem, por que o salto sempre me dá uma sensação dessas, comecei a ver que os caras mais altos começaram a me olhar diferente. Com mais charme, com mais sedução. Parecia que eu não estava acompanhada e que se considerassem essa hipótese, era muito fácil meu pequeno pônei perder o posto para eles.

Nunca vi tanto homenzarrão me olhando daquele jeito! Naquele instante consegui compreender que um salto não era só mais um luxo da roupa feminina. Era praticamente um processo seletivo da paquera. Claro, que nesse dia meu encontro romântico não durou nem uma hora. Mr. Mirim se sentiu logo incomodado com tantas olhadas alheias que tratou de pedir a conta e providenciar uma saída triunfante do restaurante.

Aquele momento tinha sido decisivo para mim. Eu precisava de um cara grande! Moreno alto, bonito e sensual. Essa mudança estratégica tem mudado minha rotina baladeira. Bastou saber qual a programação do dia para começar a escolha do salto. Fino, grosso, grande, pequeno... Se eu não estiver no clima de paquera, qualquer tamanho serve. Se for uma festinha só para constar, qualquer finou ou grosso cai bem, mas se é A FESTA, preparem-se!!!!!! Usarei meu salto do poder: o maior!

E agora não tem mais estresse. Como ando com uma equipe do meu top (leia-se “só mulheres altas”) o critério da festa já começa pela nossa entrada. Apenas alturas compatíveis ou mais altas entram no páreo para um possível papo! Somente os mais altos que nós são acessíveis à conversas. E os selecionados... ai... os selecionados... não preciso nem dizer, né?! Afinal... tamanho é atestado, certificado, declaração, documento... Dêem o nome que quiser!

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Eu não acredito mais no amor...

Postado por Téia às 10:23 AM 2 comentários

Eu não acredito no amor. Na verdade já acreditei. Sempre me iludi com um futuro regido por uma linda história de amor, como nos livros onde terminam com um “felizes para sempre”. Achei que com a idade que tenho hoje, já estaria casada, com filhos e vivendo uma relação de fidelidade exemplar, como me espelho em Fátima Bernardes e Willian Bonner.

Mas o tempo passou. Passou, amei, “desamei”, me apaixonei, “desapaixonei” e hoje estou assim... Desiludida. Não vivi a grande história de amor que imaginei, nem de perto. Mas amei. Na intensidade que aquele amor me permitiu. Um amor simples, mas sem a voracidade do eterno. E não deu certo por que fui infiel. Infiel aos meus sentimentos, às minhas vontades. Permissiva e passiva, quando deveria ser verdadeira comigo. E foi dessa infidelidade aos meus princípios que me deparei com outro tipo de infidelidade. A física. A que destrói.

Não o culpo pela traição. Todos nós estamos propícios a infidelidade quando não sentimos o verdadeiro amor. Mas que amor é esse que todos dizem que sentem e juram ser eterno? Por que os relacionamentos não estão dando certo? Por que a infidelidade aumenta a cada dia?

Tem poucos dias que descobri meu atual status: traída. Ainda sinto uma dor impossível de transformar em palavras. Não é raiva, nem ódio, mas uma dor de desprezo, de tirar o pensamento, de arrancar o coração. E as pessoas têm percebido isso em mim. Tem me visto introspectiva ao ponto de não mover um músculo de expressão no rosto. E acabei comentando o ocorrido com um amigo e ele me disse com a maior naturalidade que infidelidade faz parte dos relacionamentos de hoje. Que o cara até respeita a mulher que ele escolheu como namorada, mas que de vez em quando precisa de um sabor diferente para apimentar a relação. Que eu devia fazer o mesmo e perdoá-lo se eu realmente gosto dele. Respeito? Aonde?

Então quer dizer que hoje em dia ser parcialmente fiel é tendência? Jóia!

Você é fiel? “Sim, sou sim. 75% fiel a minha mulher.” “Já eu sou 90% ao meu namorado.” “Eu nunca traí, só dei uns beijinhos no carnaval, mas isso não é traição.”

Tive que recorrer ao dicionário, para ver a real tradução da palavra fidelidade, por que já estava entrando num surto psicótico sem fim. Fidelidade não tem meio termo. Ou você é ou você não é. O fato de ter um afair fora do relacionamento é infidelidade e pronto!

E hoje para mim, fidelidade masculina também não existe. Assim como infidelidade é imperdoável. E é por isso que cada dia que passa eu acredito menos no amor. Até por que não existe amar mais ou menos...

Até acho que não vou ficar sozinha. Até acredito que terei meus filhos (produção independente?). E por que a hipocrisia do “seja eterno enquanto dure?” Já sabe que vai durar pouco? Ou que não vai durar para sempre? Não.... eu não estou desistindo dos meus sentimentos, nem estou me bloqueando pro mundo. Só estou deixando meu coração gritar, com uma intensidade capaz de chegar a outros corações tão sensibilizados como o meu.

Desejo felicidade, desejo paz e confiança. Desejo cumplicidade e verdade em todos os sentidos. Desejo que as pessoas amem, de verdade, capaz de fazer esse amor contagiar multidões. Quem sabe eu não volto a acreditar no amor?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Dupla Atração

Postado por Téia às 6:50 PM 0 comentários

Feeling... Para uns, é a consciência subjetiva para uma experiência. Para outros é simplesmente ter um feeling e pronto! Para mim é uma coisa que eu nasci sem!

Charme... Qualidade daquele ou daquilo que agrada. De uma forma resumida, é algo que encanta. Vamos trabalhar com a possibilidade que as pessoas já nascem com. Eu, para contrapor essa teoria, nasci sem!

Sorte... Para uns, é quase sinônimo de destino, e supondo que sorte é a possibilidade de alteração de destino de forma positiva, óbvio que eu também nasci sem!

Namorado... Para uns é a instituição de um relacionamento interpessoal que tem como função a experimentação sentimental e/ou sexual entre duas pessoas. Ufa! Ainda bem que eu nasci com sentimento e capacidade física para práticas sexuais. Mas em relação a namorado, preciso falar alguma coisa?

Sem feeling, sem charme e sem sorte, como é que alguém pode encontrar a pessoa certa para namorar?

A explicação está na filosofia da palavra atração. Que com 7 letras pode mudar o destino de qualquer criatura, inclusive a minha. Quando o significado está relacionado a provocar, suscitar, persuadir eu até me considero atraente. Mas quando passa a significar força de atração por meio gravitacional ou magnética, minha atração é puramente contraditória a teoria da relatividade.

Vá atrair homem comprometido assim, lá na casa do milhar... Nunca vi uma atração tão forte por homens proibidos.

Já rezei, tomei banho de sal grosso, parei de cobiçar o homem alheio, me faço de difícil para não pegar qualquer um... Mas não tem jeito. Volta e meia me vejo em um relacionamento enrolado e quando vou entender o por que da embolação, descubro que não sou nada oficial no status de relacionamento dele, puramente por que o ilustre cara de poste tem outra.

Tento encarnar a mulher moderna e sair da sinuca de bico, mas é exatamente nessa hora que a lei do imã amarrador me prende. Não consigo colocar um ponto final na história. E ela se torna mais instigante ainda, por que tem um sabor de proibido. Fruta doce no pé de pimenta. Coisa louca. Chama acesa. Cama pronta.

Ser amante tem lá as suas vantagens. Fico só com a parte boa da relação. Clima de romance, respeito e cuidados para que o “que há entre nós” fique apenas entre nós. Muita sinergia. Uma verdadeira dupla atração!

Mas como meus princípios falam mais alto, não consigo dar corda por muito tempo, por que quem acaba se enforcando sou eu. Por isso curto umas saídas, renovo minha alto-estima e volto ao meu estado de sempre: Solteira!
 

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