sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Esquema de paquera Européia
Todos nós sabemos que existem certas estratégias para o jogo da paquera que foram perpetuadas durante anos e anos e já estão tão arraigadas que algumas pessoas a percebem como regra geral. Ou seja, ajuízam a atitude de um indivíduo como sendo de todos. Felizmente, o que podemos observar é que toda regra tem exceção, gosto é que nem braço e cada cabeça é um mundo.
Ditos populares a parte, o que eu quero dizer é que cada um é dono da sua vontade, e sabe quando quer ou não fazer alguma coisa. Porém, a decisão de fazer ou não pode ser influenciada por outros fatores que independem do fato de querer. E deste ponto é que surge a questão que tem tomado a minha atenção ultimamente: A premissa da paquera européia de que, se a mulher beijou alguém é porque, obrigatoriamente, está afim de sexo, já virou tendência no circuito da paquera de Salvador?
Essa dúvida tem permeado a minha cabeça desde o dia que eu ouvi a seguinte afirmativa vinda de um amigo-de-beijo: “Parabéns, você tem um autocontrole admirável”. Tirando o fato de que com certeza essa frase iria para o meu quase concluído livro de 500 páginas “Todo o tipo de pérola que uma mulher solteira é obrigada a escutar”, eu fiquei impressionada, não sei se pela prepotência do indivíduo achar que eu estava freando os meus desejos mais ardentes de estar com ele num momento de mais intimidade, ou se pelo fato de pensar que ele pode achar que é uma regra geral, beijou tá excitada. É claro que esta ultima opção se aplica a algumas pessoas, mas eu, (In) felizmente - ainda não consegui decidir o que é melhor - não sou assim.
De forma geral, as minhas atitudes correspondem a uma decisão tomada a partir dos critérios que eu estabeleço como válidos. Portanto, quando eu digo NÃO, é isso mesmo que eu estou querendo dizer, e não apenas mais uma exibição do meu autocontrole admirável.
Dito isso, é preciso acrescentar que essa situação me causou certa indignação. E como toda indignação precisa de um alvo a quem culpar, eu decidi culpar o esfíncter. Afinal de contas, de quem é a culpa de tudo mesmo? E outra, caso não existisse o cú doce essa questão estaria definida de uma vez por todas. Os meninos param de achar que as meninas querem, quando elas não querem. E as meninas param de fingir que não querem o que elas querem por medo de criar uma má reputação. Quem quer sexo faz, e quem não quer come chocolate. E tenho dito!
domingo, 31 de julho de 2011
O garoto é pontual
Eu achava que tirava isso de letra, até me dar conta que faz pelo menos 2 anos que não tenho um encontro assim. É a cara da riqueza gente. Vou sair para jantar. Conheci o gatinho na semana passada e não só já trocamos umas 10 mensagens, como ele me convidou para sair no primeiro contato pós-festa.
Aceitei, lógico. E passei esses dias todos me preparando para esse jantar, para chegar agora e ver que nenhum preparo ajuda nesses últimos minutos antes da chegada do dito-cujo. Pois é. Esse é o outro grande detalhe da história. O menino é um cavalheiro e marcou de me buscar em casa. Eu que não acredito no amor estou até acreditando que ainda há resquícios de romantismo no mundo.
A pior parte ainda estar por vir. Como eu viro uma vara verde quando estou à sós com um homem que não conheço muito, tenho certeza que vou pagar algum mico durante a noite. Então usei de dois artifícios extremamente importantes para amenizar o encontro e sair bem na fita pelo menos uns dez minutos num momento como esse. Passei minha última hora lendo tudo o que é de notícia interessante no mundo. Por que na frente de um homem bonito eu tenho que dar uma de inteligente. E combinei com minhas amigas para elas me ligarem durante o jantar. Não que vá atrapalhar nada. Mas com as ligações delas eu passo pelo menos uns minutinhos enrolando o gato, cabulando a vergonha e gastando meu nervosismo com assuntos adversos.
As tetéias precisam de uma saída pela tangente como essa para recuperar o fôlego e conquistar o gato na pureza do momento. Não é nada fácil, acreditem. Ainda mais para uma veterana madura e solteira como eu.
E esqueci de contar a melhor parte. Temos um plano para qualquer eventualidade. Se o encontro estiver bom, tenho que dizer em algum momento da ligação que eu vou encontrá-las amanhã para um sorvete (não liguem mais, pois o encontro está bom), caso contrário, preciso desmarcar a praia por que vou ter um compromisso profissional (código para elas inventarem um pretexto para eu voltar para casa).
Agora faltam exatamente 8 minutos para eu explodir de adrenalina e encarar o jantar. Como eles (os 8 minutos) serão eternos, preciso ir retocar a maquiagem que acabou de derreter por conta dessa agonia.
Nossa... meu celular está tocando... mas como assim? O garoto é pontual??????
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Tamanho é Documento
Quem diz que tamanho não é documento, não conhece o poder de um salto alto! É muito mais que um estado de espírito. É um poder concedido às mulheres capaz de fazê-las alcançarem os mais grandiosos desejos!
Já se passaram alguns meses de uma experiência temporariamente interessante e previsivelmente passageira. Comecei a sair com um paquera mais baixo que eu. A primeira providência foi comprar uns 3 pares de rasteirinhas e uma sandália de meio salto, afim de acompanhar a altura do meliante. A segunda providência foi começar a sugerir lugares onde eu pudesse usar aquele novo acessório do armário, sem comprometer a minha estatura na sociedade. A terceira providência foi convencê-lo que se ele quisesse continuar o romance, ele teria que aceitar sair com uma mulher mais alta. Vaidosamente mais alta.
Ele aceitou todas as propostas até o dia eu que usei meu salto 15. Um verdadeiro mulherão! Hahahaha Chamamos mais atenção que saia de piriguete. Mas foi uma sensação inesquecível! Foi a primeira vez que não fiquei inibida na frente de um paquerinha novo. Aquele salto me deu uma segurança que não tinha crise existencial que me derrubasse.
Além de estar me sentindo muito bem, por que o salto sempre me dá uma sensação dessas, comecei a ver que os caras mais altos começaram a me olhar diferente. Com mais charme, com mais sedução. Parecia que eu não estava acompanhada e que se considerassem essa hipótese, era muito fácil meu pequeno pônei perder o posto para eles.
Nunca vi tanto homenzarrão me olhando daquele jeito! Naquele instante consegui compreender que um salto não era só mais um luxo da roupa feminina. Era praticamente um processo seletivo da paquera. Claro, que nesse dia meu encontro romântico não durou nem uma hora. Mr. Mirim se sentiu logo incomodado com tantas olhadas alheias que tratou de pedir a conta e providenciar uma saída triunfante do restaurante.
Aquele momento tinha sido decisivo para mim. Eu precisava de um cara grande! Moreno alto, bonito e sensual. Essa mudança estratégica tem mudado minha rotina baladeira. Bastou saber qual a programação do dia para começar a escolha do salto. Fino, grosso, grande, pequeno... Se eu não estiver no clima de paquera, qualquer tamanho serve. Se for uma festinha só para constar, qualquer finou ou grosso cai bem, mas se é A FESTA, preparem-se!!!!!! Usarei meu salto do poder: o maior!
E agora não tem mais estresse. Como ando com uma equipe do meu top (leia-se “só mulheres altas”) o critério da festa já começa pela nossa entrada. Apenas alturas compatíveis ou mais altas entram no páreo para um possível papo! Somente os mais altos que nós são acessíveis à conversas. E os selecionados... ai... os selecionados... não preciso nem dizer, né?! Afinal... tamanho é atestado, certificado, declaração, documento... Dêem o nome que quiser!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Eu não acredito mais no amor...
Eu não acredito no amor. Na verdade já acreditei. Sempre me iludi com um futuro regido por uma linda história de amor, como nos livros onde terminam com um “felizes para sempre”. Achei que com a idade que tenho hoje, já estaria casada, com filhos e vivendo uma relação de fidelidade exemplar, como me espelho em Fátima Bernardes e Willian Bonner.
Mas o tempo passou. Passou, amei, “desamei”, me apaixonei, “desapaixonei” e hoje estou assim... Desiludida. Não vivi a grande história de amor que imaginei, nem de perto. Mas amei. Na intensidade que aquele amor me permitiu. Um amor simples, mas sem a voracidade do eterno. E não deu certo por que fui infiel. Infiel aos meus sentimentos, às minhas vontades. Permissiva e passiva, quando deveria ser verdadeira comigo. E foi dessa infidelidade aos meus princípios que me deparei com outro tipo de infidelidade. A física. A que destrói.
Não o culpo pela traição. Todos nós estamos propícios a infidelidade quando não sentimos o verdadeiro amor. Mas que amor é esse que todos dizem que sentem e juram ser eterno? Por que os relacionamentos não estão dando certo? Por que a infidelidade aumenta a cada dia?
Tem poucos dias que descobri meu atual status: traída. Ainda sinto uma dor impossível de transformar em palavras. Não é raiva, nem ódio, mas uma dor de desprezo, de tirar o pensamento, de arrancar o coração. E as pessoas têm percebido isso em mim. Tem me visto introspectiva ao ponto de não mover um músculo de expressão no rosto. E acabei comentando o ocorrido com um amigo e ele me disse com a maior naturalidade que infidelidade faz parte dos relacionamentos de hoje. Que o cara até respeita a mulher que ele escolheu como namorada, mas que de vez em quando precisa de um sabor diferente para apimentar a relação. Que eu devia fazer o mesmo e perdoá-lo se eu realmente gosto dele. Respeito? Aonde?
Então quer dizer que hoje em dia ser parcialmente fiel é tendência? Jóia!
Você é fiel? “Sim, sou sim. 75% fiel a minha mulher.” “Já eu sou 90% ao meu namorado.” “Eu nunca traí, só dei uns beijinhos no carnaval, mas isso não é traição.”
Tive que recorrer ao dicionário, para ver a real tradução da palavra fidelidade, por que já estava entrando num surto psicótico sem fim. Fidelidade não tem meio termo. Ou você é ou você não é. O fato de ter um afair fora do relacionamento é infidelidade e pronto!
E hoje para mim, fidelidade masculina também não existe. Assim como infidelidade é imperdoável. E é por isso que cada dia que passa eu acredito menos no amor. Até por que não existe amar mais ou menos...
Até acho que não vou ficar sozinha. Até acredito que terei meus filhos (produção independente?). E por que a hipocrisia do “seja eterno enquanto dure?” Já sabe que vai durar pouco? Ou que não vai durar para sempre? Não.... eu não estou desistindo dos meus sentimentos, nem estou me bloqueando pro mundo. Só estou deixando meu coração gritar, com uma intensidade capaz de chegar a outros corações tão sensibilizados como o meu.
Desejo felicidade, desejo paz e confiança. Desejo cumplicidade e verdade em todos os sentidos. Desejo que as pessoas amem, de verdade, capaz de fazer esse amor contagiar multidões. Quem sabe eu não volto a acreditar no amor?
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Dupla Atração
Feeling... Para uns, é a consciência subjetiva para uma experiência. Para outros é simplesmente ter um feeling e pronto! Para mim é uma coisa que eu nasci sem!
Charme... Qualidade daquele ou daquilo que agrada. De uma forma resumida, é algo que encanta. Vamos trabalhar com a possibilidade que as pessoas já nascem com. Eu, para contrapor essa teoria, nasci sem!
Sorte... Para uns, é quase sinônimo de destino, e supondo que sorte é a possibilidade de alteração de destino de forma positiva, óbvio que eu também nasci sem!
Namorado... Para uns é a instituição de um relacionamento interpessoal que tem como função a experimentação sentimental e/ou sexual entre duas pessoas. Ufa! Ainda bem que eu nasci com sentimento e capacidade física para práticas sexuais. Mas em relação a namorado, preciso falar alguma coisa?
Sem feeling, sem charme e sem sorte, como é que alguém pode encontrar a pessoa certa para namorar?
A explicação está na filosofia da palavra atração. Que com 7 letras pode mudar o destino de qualquer criatura, inclusive a minha. Quando o significado está relacionado a provocar, suscitar, persuadir eu até me considero atraente. Mas quando passa a significar força de atração por meio gravitacional ou magnética, minha atração é puramente contraditória a teoria da relatividade.
Vá atrair homem comprometido assim, lá na casa do milhar... Nunca vi uma atração tão forte por homens proibidos.
Já rezei, tomei banho de sal grosso, parei de cobiçar o homem alheio, me faço de difícil para não pegar qualquer um... Mas não tem jeito. Volta e meia me vejo em um relacionamento enrolado e quando vou entender o por que da embolação, descubro que não sou nada oficial no status de relacionamento dele, puramente por que o ilustre cara de poste tem outra.
Tento encarnar a mulher moderna e sair da sinuca de bico, mas é exatamente nessa hora que a lei do imã amarrador me prende. Não consigo colocar um ponto final na história. E ela se torna mais instigante ainda, por que tem um sabor de proibido. Fruta doce no pé de pimenta. Coisa louca. Chama acesa. Cama pronta.
Ser amante tem lá as suas vantagens. Fico só com a parte boa da relação. Clima de romance, respeito e cuidados para que o “que há entre nós” fique apenas entre nós. Muita sinergia. Uma verdadeira dupla atração!
Mas como meus princípios falam mais alto, não consigo dar corda por muito tempo, por que quem acaba se enforcando sou eu. Por isso curto umas saídas, renovo minha alto-estima e volto ao meu estado de sempre: Solteira!
sábado, 4 de junho de 2011
Verdades Obscenas
Eu já comentei em outro texto que eu sou a favor das mentiras sinceras, não é mesmo? Isso por que acredito que algumas mentiras são necessárias para garantir a manutenção da paz em uma sociedade. Além disso, acho que uma das coisas que mais me incomodam na vida é ter que lidar com verdades não solicitadas. Fato: Acho extremamente grosseiro, individualista e indelicado, quando uma pessoa resolve expressar uma opinião sobre a minha pessoa ou minha vida pessoal, ou ainda me contar um segredo cabeludo sem que eu tenha expressado alguma vontade em ouvi-los.
Certa feita, por exemplo, estava eu com uma mega espinha no rosto, fruto de uma TPM daquelas. Deixando a hipérbole de lado (not), eu poderia jurar que a acne mais parecia os restos do meu irmão gêmeo que não conseguiu se separar de mim durante a nossa formação embrionária. A situação estava tão pavorosa que nem 5 quilos de maquiagem conseguiriam disfarçar o problema. Mas como transplante facial naquele momento não era uma opção, me arrumei lindamente e fui trabalhar...
Pausa dramática para uma observação importante: Acho que todo mundo na vida já teve uma colega de trabalho gente ruim, não é mesmo? Daquelas invejosas, criminosas, fofoqueiras, encrenqueiras e todas as outras qualidades que a tornam descendente direta de Satanás. Pois então. Essa pausa foi só para vocês entenderem a situação contextual da história.
Voltando à história... Quando eu chego no trabalho, que eu piso o pé na minha salinha, eis que aparece Talula do Exú Caveirinha em minha frente com aquela voz meiga como a de uma cobra dizendo: “Ô minha linda você já viu que tem uma espinha enorme na sua bochecha?”. Em qualquer outro dia, eu daria risada daquele comentário pensando em quão venenosa podia ser aquela peste. Mas num dia de TPM, daqueles em que você se pega bolando 545 maneiras de fazer uma pessoa sentir dor, aquele comentário jamais iria sair barato eu somente fui capaz de responder com a mesma voz meiga e o olhar carinhoso “Já vi sim minha linda, porque apesar do tamanho avantajado da mesma, ainda não foi detectado nenhum dano à minha visão!”.
Ah! Quer dizer que eu sou obrigada a ouvir esse tipo de comentário imbecil e ainda assim ser simpática e educada? Desculpa, mas para essas situações não trabalhamos com delicadeza.
Se essa espécie de comentário vindo de gente que você despreza já incomoda, imagine vindo de quem você se importa? Homens constantemente agem dessa maneira suicida. A maioria deles gosta de inflar o peito e dizer que conhecem as mulheres, que sabem lidar com elas e que todas são iguais. Porém esquecem um princípio básico da sobrevivência no relacionamento: A sua mulher não tem defeitos!
Sim, todas nós sabemos que isso é mentira. Mas essa é uma mentira que garante a paz e assegura a reprodução e manutenção da espécie humana. Afinal de contas, existe arma mais poderosa para a mulher do que a greve de sexo?
Portanto meus queridos, nada de apontar defeito na linda. E se a fofa que estiver com você perguntar se está gorda, minta. Minta com a consciência limpa de que você está fazendo a coisa certa.
Certa feita eu arranjei um paquera que falava tanto que dizia o que não devia. Esse é o tipo de pessoa que prepara a própria forca. Porque convenhamos, você sai de casa toda linda, cheirosa e o cara não faz nenhum elogiozinho sequer. Aí de repente, quando você acha que não pode ficar pior, o cara olha para você e diz “Mô, sua mão é enorme, né?”. Esse, porque era paquera recente escapou vivo. Mas se é um namorado ia receber a seguinte resposta: “Pois é, é inversamente proporcional ao tamanho do seu pênis.”. Com certeza isso iria chocar o jovem e aí ele me perguntaria “Você está querendo dizer que meu pênis é minúsculo?” E eu: “Bom, minúsculo talvez não, mas eu já tive uns tantos outros beeeeeeeeeeem maiores.”
Pronto, matou o cidadão. Você jogou na cara dele as informações que nenhum homem quer saber. Primeiro que o pênis dele não é tão grande o quanto ele pensa, e segundo que você tinha uma vida sexual ativa antes de conhecê-lo e terceiro e mais ameaçador, que as suas antigas merendas eram mais bem dotadas do que ele.
Tá vendo que as minhas alegações fazem todo sentido? Portanto gente vamos pensar direitinho antes de falar, ok?
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Inteligência é afrodisíaca
Eu vi caras com quem eu pudesse conversar sobre economia, culinária, salão de beleza ou configuração de placa mãe, política, viagens e anatomia humana. Homens que me acrescentaram valores intelectuais e emocionais. E acima de tudo nunca me fizeram passar por alguma vergonha gramatical.
Confesse, tem coisa pior do que conversar com um cara que fala errado ou que não consegue trocar uma opinião formada sobre tudo? Tenho me deparado com situações “emiessiênicas” e “facebookianas” de dar nó no estômago. De erros gramaticais à concordâncias “inverbais” das mais criativas possíveis. Coisas de fazer qualquer paixão ardente se dissolver em terrenos gélidos. De arrepiar.
Eu já me desapaixonei diversas vezes pela língua popular dos brasileiros. É um tal de neologismo cibernético, de expressões assombrosas e de abreviações surreais que vários gatos saíram da minha lista de interesse.
Como é que eu posso ter algum tesão por um cara que está “ancioso” para “mim ver”? Como é que eu posso aceitar sair com um tetéio que quer saber as minhas “9idades”? Eu só tenho uma... e na minha idade não dá para aturar certos “dezafios”(nossa!). Como é que eu vou suportar levar um “lero com o brother” que quer “fazer uma viaje pras bandas de lá” comigo? É preciso um pedaço de mel no corpo muito irresistível para esquecer da língua.
E é por essas e outras que eu faço questão de ler pelo menos dois sites de notícias por dia, de assistir uma série no canal fechado, de ter alguns livros na cabeceira da cama e sem dúvida, escrever a gramática correta nas redes sociais. Vc, p/, blz, vlw, #$%*@”! & Cia Ltda são símbolos restritos da minha comunicação.
O cara não precisa ser um Eriberto Leão, Caio Castro ou Rodrigo Lombardi que arrancam gritos femininos, nem muito menos uma enciclopédia ambulante. Mas confesse: estar ao lado de um homem inteligente é afrodisíaco, não é mesmo?
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Crise dos 30
Balzaquiana é uma expressão que surgiu após a publicação do livro A Mulher de Trinta Anos (1831-32) do francês Honoré de Balzac e que se refere às mulheres na casa dos 30.
Balzac faz uma apologia às mulheres de mais idade que, emocionalmente amadurecidas, podem viver o amor com maior plenitude - em completa oposição a tradicional figura da moça romântica que nos livros tinham no máximo 20 anos. Sua personagem principal, Júlia d`Àiglemont, é o grande retrato da mulher mal casada, que após anos de infelicidade, ao chegar aos 30 consegue encontrar o amor nos braços de outro homem.
E sobre as mulheres que chegam aos 30 sem um amor pleno? Quem se habilita em reescrever essa nova personagem dos tempos modernos?
Como uma pré-balzáquia até concordo que hoje sou muito mais emocionalmente amadurecida do que nos meus vinte e poucos anos. Decidida e seletiva seriam as melhores argumentações para definir essa maturidade de hoje. E em contraponto com a história de referência, não vivi os últimos anos mergulhada numa infelicidade. Pelo contrário, tenho vivido muitas aventuras amorosas extremamente interessantes, diferentes e complementares, como se eu buscasse em cada intervalo algo que nenhum homem ainda me ofereceu. E nessas degustações, tenho feito as distinções do que quero e do que não quero nas minhas relações a dois e isso me torna cada dia mais decidida nas minhas predileções.
Ao mesmo tempo que crio segurança para encontrar um par que atenda ao pré-requisito de relação duradoura, me vejo frustrada de peneirar os candidatos e não sobrar um nessa peneira para contar a minha história. E nessa, caio naquele velho tormento emocional feminino de que, beirando os 30 se ainda vou encontrar o par perfeito.
Casamento? Filhos? Namoro fixo ou moderno? Por mais avançadas que sejam as relações e por mais que eu concorde que é melhor viver só do que mal acompanhada, não espero passar minha vida vivendo de aventuras. Gosto da idéia de ter um companheiro na minha vida. De dividir problemas ou angústia e principalmente multiplicar felicidade. O que adianta ter vários homens bonitos, te fazendo companhia em programações diferentes, se nenhum deles vai voltar para casa com você e dar risada do programa de TV chato que passa sábado a noite?
Tenho feito contas ultimamente e o que gasto nas baladas dos finais de semana, dariam para custear uma viagem para outra cidade uma vez por mês ou uma viagem internacional por ano. Programações muito mais interessantes, diga-se de passagem. Que me trouxesse experiência de vida e de culturas, de lembranças e de aprendizados. Que ficassem registradas entre fatos e fotos no meu baú de memória. E que com certeza me muniria de muito mais histórias à contar.
No entanto, vejo que os homens estão na contra-mão da história. Preferem viver de risadas e chopps e de mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores.
Por isso, deixo o meu desabafo a todas as Balzaquianas que, assim como eu, consiga encontrar o amor nos braços de outro homem, depois dos 30.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Nunca mais Cinema
Minha visão foi desde então ficando flou, como no cinema me mandava às vezes uma rosa e um poema. Foco de luz. Eu, feito uma gema me desmilingüindo toda ao som do blues. Abusou do scoth, disse que meu corpo era só dele aquela noite e eu disse please, xale no decote. Disparei com as faces rubras e febris e ele voltou no derradeiro show.”
Essa seria mais uma história de amor, se não fossem os dias atuais. E para variar, não deu certo. Dias se passaram e eu iludida e abestalhada me rendi aos encantos de mais um cafa disfarçado de gente. Um cenário extremamente previsível e eu cega, vendo luzes na escuridão.
Lindas mensagens, lindos passeios à dois, belíssimas frases ditas ao pé do ouvido. Eu derretia. Evaporava. Sumia em mim e reaparecia em suaves prestações.
Só que os versos foram perdendo a rima. Foram ficando falhos e o jovem que por minha vida espaçosamente passava, começou a tornar-se um convite de uma festa bomba num dia de domingo.
Mais um caso de romance temporário, que ganhava asas dentro de um carrossel. Que me fazia girar em pensamentos, voar em sensações e aterrissar em pouso brando até me partir em duas e quebrar meu sonho lírico, poético e imaginário.
Tão frouxo, tão covarde, tão frágil e tão pobre em sentimentos que com a mesma facilidade que encantou, conseguiu desencantar e fazer murchar a flor. Um golpe fatal, inesperado e insensato que transformou 3 meses de fantasias em um dia de dilúvio.
Nunca mais romance. Nunca mais cinema. Nunca mais drinque no dancing. Nunca mais cheese. Nunca uma espelunca. Uma rosa nunca. Nunca mais feliz. Nunca mais romance.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Sexo metódico
Entre idas e vindas de puro amor, o jovem me surpreende com um comentário que eu jamais havia observado. “Se eu não conhecesse cada curva com do seu corpo e você na sua essência... fazer amor com você seria metódico”. Ele sempre me disse que eu era certinha demais e cheia de regras e pudores e que só ele conseguia ver que eu conseguia me perder em mim mesma quando estava com ele. E ‘parando para reparar’ ele não deixa de ter razão. Só que eu jamais me observei no antes, no durante e no depois de uma noite de amor. E ele tinha razão...
Enquanto eu não perco o juízo eu sou uma aberração! Fico preocupada em onde minha roupa vai parar, por que na ocorrência de uma situação inesperada, tenho que estar preparada para me vestir e ir embora. Eu nunca tinha reparado isso!!!!!!!!!! Kkkkkkkkkkk Gente. Ele conseguiu descrever como me comporto todas as noites que resolvo trocar de cama... Eu chego impecável, cabelo arrumado, roupa combinando, todos os acessórios necessários para caprichar na sedução e levo umas 10 horas para resistir aos encantos dele. E enquanto ele tenta tirar meu eixo, eu tento arrumar as peças de roupas que ele espalha pela casa toda. Quando eu não tenho mais o que “arrumar” eu me permito algumas horas de “insanidade sensata”. Mas bastou eu voltar ao meu eixo central que retomo meus melindres e volto a diverti-lo com meus toques e arrumações. Desviro a camisa e a dobro como se fosse devolvê-la ao armário. Junto as sandálias, os acessórios e as poesias como se eu fosse guardá-las e protegê-las para nunca mais perder. E assim, me arrumo de volta, impecável, de forma a ninguém perceber ou ter dúvida de que acabei de me arrumar para sair de casa.
E assim ele me faz sentir, apenas sentir, que me perder nos meus controles me faz estar prá lá de bem com a vida, livre, extremamente livre, no sentido de sem regras, sem apegos, sem limites. Como se todas as vezes eu fosse viver uma aventura amorosa moderna, divertida e inusitada.
domingo, 30 de janeiro de 2011
É o verão. Só pode ser!
É claro que quando o pedido é bem feito ele é atendido. E quando eu menos esperei surgiu uma figura extremamente interessante, preenchendo muitos dos requisitos que eu procurava. Inteligente, charmoso, responsável, cheiroso e lindo. Em poucas saídas, muitos encantos. Um misto de diversão, prazer e companhia que há muito tempo eu não sentia.
Namoro ou amizade? Era tão bom que a sensação que eu tinha é que ele estava se tornando um amigo prá vida toda... Cheguei a pensar sobre isso, mas tive a certeza que não era amizade por que começamos a não suportar mais de uma semana sem se ver. Nossos corpos não conseguiam ter paz. As mensagens de celular eram de tirar o sono. O fôlego. O chão. E como não era só calor na cidade que começou a me derreter, vi que eu precisava de algum sinal para saber qual era meu atual estado civil: “em uma amizade-colorida” como diria o CaraLivro (tradução super espetacular que um alemão deu ao Facebook) ou em “verão à flor da pele” como acontece todo janeiro, fevereiro e março no calendário das relações humanas.
Dito e certo. Bastou eu comentar com uma amiga “acho que estou apaixonada” que meu celular tocou. Outro cara lindo à minha procura. Custei a acreditar, mas quis pagar para ver. E fui vê-lo. Lindo. Carinhoso. Atencioso. Voltei para casa lisonjeada e com um sorriso no rosto, pelos cortejos que toda mulher gosta de ouvir. E dormi sem querer sonhar com ninguém, para não acordar cheia de confusões sentimentais. E como o acaso não é por acaso, novamente meu celular toca, chamada comum, levanto sem expectativas para atender e me surpreendo com mais uma ligação inusitada. Séééééério?????? O que é que está acontecendo comigo? Será que eu passei por algum pote de mel? Será que eu mereço tanto?! Obrigada Santo Antônio! E Santo que é Santo responde às nossas preces. E como retribuição de agradecimento é sempre interessante, ligo meu MSN e em frações de segundo, três telas de conversa aparecem em minha frente. Foi a estrela cadente. Tenho certeza. Só pode ter sido. Não tenho dúvida. Eu pedi um homem lindo. E como não especifiquei nem exigi mais nada, ela está me dando um leque de opções para eu decidir quem realmente é o lindo que eu quero. Mas é verão. Como é que alguém fica em sã consciência em pleno verão?
sábado, 8 de janeiro de 2011
Eu vou, mas vai dar merda!
É sempre aquele velho esquema de saber qual a balada do final de semana que vai estar bombando, para ter a certeza que eles vão nos encontrar por lá. Fora isso, no máximo um encontro em algum barzinho da moda para ir de equipe e armar a mesa de dominó prá brincar de bucha! Por sinal, é cada “quadra” que a gente faz, que se os meninos soubessem jogar de verdade, ia virar campeonato de seleção Brasileira. Um orgulho só.
E dominó tem dessas, acaba a partida, entram novos jogadores e o jogo vai mudando, mudando, mudando até acabarmos no “Chico Romero” (no dominó é quando só leva passes o jogo todo e não consegue jogar uma peça sequer).
Novos jogos, novas modalidades, novos cenários e quando você acha que tá tudo novo, aparecem umas criaturas, daquelas que você nem sabe mais que existem, ressurgindo literalmente das cinzas, te convidando para uma Festa Privê. “Festa do Peu - vocês não podem faltar!”
Ah tá. Não podemos faltar. Por que não podemos faltar? E por que iríamos? Não é um EEEXXX paquera???? Perguntas de vestibular servem para isso. Ou para você dar a velha resposta óbvia e compreender que ninguém utilizou de bom senso para fazer a questão, ou para ter certeza que nada na vida faz sentido, quanto mais responder uma incógnita como essa.
Domingo de tarde, nada prá fazer, o sol não tá favorecendo, a roupa nova que compramos na liquidação da semana passada ainda está com etiqueta no armário, o Nando não ligou, não tá passando nada na TV.... o que é que eu vou fazer num dia como esses que SÓ TEM A FESTA DO PEU PARA IR?
Vamos né? Afinal, que trabalho dá?
Melhor do que acompanhar as amiga numa situação como essa é chegar na festa e só ter homem bonito, três gatas pingadas casadas ao redor da mesa, e uma recepção de olhares extraordinária de uma equipe masculina, quando damos os primeiros passos na entrada do salão. Nossa senhora da bicicletinha, daí-nos equilíbrio.
E como a lei da atração é algo ainda inexplicável no mundo das tetéias, a única que não podia ser paquerada, por que estava na festa do ex-paquera é que foi a atração principal do evento. Eu falei. Eu vou, mas vai dar merda! Dito e certo. Lasquinê.
P.S.: Lasquinê é a jogada onde você termina o jogo cobrindo as duas pontas! Uma das jogadas mais bonitas que se tem e que derruba o adversário. Por isso, nem todos saem satisfeitos... Precisa de tradução? rs
domingo, 2 de janeiro de 2011
Lista de Possibilidades
Para ser uma verdadeira tetéia, um dos pré-requisitos é ser “IN”. Inteligente, interessada e interessante. E para suprir esses três pilares da personalidade tétis, é preciso ter objetivos de vida. Por isso depois de ver dois filmes marcantes intelecto e emocionalmente, me vi na obrigação de escrever meus projetos em uma lista de pendências. Coisas que eu quero fazer antes de casar ou de morrer.
Algumas eu já cumpri. Fazer uma tatuagem, plantar uma árvore, ter dois amores, ter pelo menos um amigo gay para fazer número, morar sozinha, ir numa praia de nudismo, fazer as pazes com o corpo, se apaixonar pelo homem errado, viver uma transa de bad girl, ter uma agenda cheia de possibilidades, rever todas as temporadas de Sex and the City..., sair com um homem que não tem nada a ver com você, assumir riscos profissionais, investir em amigos de verdade, revelar suas aventuras sexuais às amigas, imitar a Beyoncé na sala, seduzir o DJ ou o barman, emendar um programa no outro... Tudo isso considero essencial para ter a certeza de que vivi intensamente.
Mas dentre essas coisas que eu já fiz a melhor de todas com certeza foi me divertir com um amigo colorido. Já experimentou? Não perca tempo. Se ele é amigo de verdade ele com certeza já quis te pegar. Homem sempre tem uma segunda intenção em qualquer mulher. E se ele a considerou uma amiga de verdade é por que enxerga em você algo a mais. E nesse algo a mais sempre rola a química... E confesse: você também o admira por que ele tem pegada, vai para a balada com você, não tem ciúme e... está sempre disponível. A única regra é: não vale se apaixonar.
O melhor dessa amizade furta cor é principalmente a sensação do proibido. Da maçã de Eva. Do escondido ou do desejo puro e simples. Que pecado há nisso?
E enquanto você vai curtindo seu BFF vá pensando em tudo o que ainda tem para viver. Passe um sábado cuidando da sua beleza, sobreviva a um carnaval de rua, cabule a depilação (afinal aquela dor é insuportável), se jogue no mundo, compre 5 pares de sapatos de uma vez só, pegue um buquê de noiva, tenha um caso com seu vizinho, faça uma road trip com as amigas com direito a pneu furado e bonitões cruzando a estrada, entre de penetra numa festa de celebridades, faça um supermercado goumert sem esquecer as garrafinhas de champanhe, queijo suíço e sorvete de griff, teste os efeitos de transar no primeiro encontro, fique um dia inteiro de pijama e no final ainda tente um romance estrangeiro... o mínimo que você tem a ganhar é uma comunicação apenas pela linguagem corporal, capiche?
E nunca se esqueçam da seguinte teoria: Para homens inteligentes, dê uma de bonita. Para homens bonitos, dê uma de inteligente. Para homens bonitos e inteligentes, simplesmente dê!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
5 estrelas!
É bom sentir o verão chegando... O vento, o sol, o cheiro, as pessoas, tudo começa a ganhar um significado diferente só por que o verão bateu à porta... É impressionante como as energias e os hormônios começam a mexer com a mente e com o corpo de todo mundo. Até as gordinhas do forró viram gatas da academia.
Parece que tudo é feito de adrenalina, fantasias e emoções. É uma mistura de testosterona com progesterona que se o ministério da saúde e o IBGE tivessem um controle efetivo de suas atividades, veríamos os métodos contraceptivos sendo usados e menos pessoas nascendo por ano.
Mas não dá para negar que essa estação do cio é sem dúvida, tentadora e divertida. E foi numa dessas saídas para brindar ao sol, que mais um assunto polêmico e não menos interessante, surgiu para provocar a mente das tetéias.
O assunto começou com uma simples notícia que lemos no jornal: “O Motel Del Rei foi vendido”. Claro que esperávamos diversos comentários acerca dessa simples notícias, principalmente a revelação espontânea dos que já tiveram o prazer de usufruir deste local um tanto quanto desejado em diversos momentos das relações dos presentes. E claro, não tardou de surgir os primeiros e esperados comentários:
“Não acredito! E eu ainda nem fui lá...!” - “Como não? É um dos melhores Motéis da região” - “Rapaz... vocês não sabem o que perderam” - “A Gruta Azul é um sucesso.”. E foi entre frases reveladoras e esperadas que surgiu um comentário que eu fiquei interessada e surpresa: “Nunca fui por que nenhuma mulher mereceu aquele lugar, as que mereceram foram as que viraram minhas namoradas, e essas ganharam espaço na minha casa, não em motéis”.
Pára tudo!!! Explica ai direto o que significa merecer um motel, por que para mim, motel é o resultado da soma: duas pessoas + excitação + interesses sexuais. Independente do grau de relacionamento que se tenha com a pessoa. Namorados também, e principalmente, vão à motéis!
“É isso, o motel que levamos as garotas é proporcional ao preço que elas valem”. Até onde eu sei, mulher com preço é prostituta ou garota de programa. “Nada disso” (fez-se um coro masculino com tom de indignação), “Tem mulheres que a gente pega que não dá nem vontade de gastar dinheiro com motel” (espanto 1), “Tem outras que até vale o esforço, mas que como não queremos investir e sim garantir a “transa” daquela noite, qualquer um que você levar tá valendo” (espanto 2), “mas já tem outras que vale a pena um motel mais arrumadinho prá impressionar e garantir as próximas investidas” (espanto 3 e uma pausa longa para processar as informações).
Acho que preciso de terapia intensiva ou aulas profissionais de cafajestagem. Nunca imaginei que seria “vítima” de avaliação de custo benefício de motel. Mas de certa forma, até que consigo concordar que cada motel tem um valor. E isso foi bom para avaliar minha performance no mercado dos tetéios. Estou em alta e meu passe é caro! Que venha o verão, as estrelas e a bolsa de valores!
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Casos Inexistentes, mal resolvidos!
Tudo bem que a freqüência e a intensidade desses paqueras não são as mesmas de um tempo atrás, até por que vida de solteira tem dessas. É que nem estação: uma época tá florida, na outra chove pretendentes, mas quando inventa de chegar a fase da maré baixa, não tem lua cheia que ajude.
Esses dias passei por umas situações trágicas beirando a cômicas. Sempre paquerei um carinha que nunca me paquerou. Nem me dava bola, até ele começar a namorar. Não sei o que foi que aconteceu com ele, ou comigo (nunca se sabe), mas bastou ele começar a namorar e eu inventar de tirar ele da cabeça, que essa criatura resolveu me dar ibope. Eu como uma tetéia veterana, tirei meu time de campo, por que começar o campeonato na série B, só se eu precisar ser rebaixada sem jogar.
O bom é que passamos um tempo sem nos encontrarmos, então, vale aquele velho ditado: o que os olhos não vêem, o coração não sente. Só que por conta de algumas eventualidades decorrentes de amigos em comuns, acabamos nos “esbarrando” um dia desses. E não é que eu sentir um cheiro de pipoca no ar? Hummm. Que tentação! Aquele velho duelo entre os patetas azul e vermelho, me deixando na dúvida do sim ou do não.
Dei ibope e cortei a gracinha. Dei ousadia e fingi que não era comigo. Fiz um jogo de não estou entendendo, para ver se eu conseguia entender alguma coisa. Mas a única certeza que eu tive é que esse não é o primeiro, nem deve ser o último caso inexistente, mal resolvido da minha vida.
O que me resta agora é a certeza da dúvida. Um sabor de saltenha, que não sei dizer se é doce ou salgado. Se é certo ou errado. Se ele tá namorando ou solteiro. Se me quer perto ou me quer longe. Fato é, que ele me quer (risos). E para piorar a situação, ele é o tipo de cara que eu não teria um caso passageiro e sim intenso e duradouro. Ele só não sabe disso. E não sei se saberá.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Os cachorros da minha vida...
Pensando nisso e principalmente depois de um sofrimento profundo com meu animal de estimação, onde tive a certeza que deposito muito do meu amor, carinho e dedicação, naquela vida que não me pertence, comecei a levar esse pensamento mais a sério e passei a observar o comportamento dos homens tidos como cachorros e o comportamento do meu cãozinho.
O primeiro ponto que podia me levar a primeira aceitação desse apelido sarcástico, oriundo de um animal tão dócil é que os dois possuem raças. Meu pequeno quadrúpede tem Pedigree, raça pura de porte médio e descendência chinesa. Observando os bípedes vi que eles também possuem raça: raça ruim. E pior que isso, não possuem descendência, procedência ou o que vocês queiram imaginar, o que é pior. Em sua maioria ainda são considerados vira-latas (soltos na rua, desapegados, cruzam com qualquer uma e dificilmente constituem família).
Com essa primeira analogia, já comecei a ter algum argumento plausível para concordar em algum momento com esse apelido. Mas a pesquisa não podia parar por aí. Eu continuava vendo mais lado positivo do que negativo, para a brincadeira comparativa tão eufêmica.
Tentando uma prova mais forte, passei a chamar meu cachorro pelo nome de um paquerinha que eu estava começando a sair. Toda vez que esse paquerinha me ligava, tentava me comportar com se meu cachorro fosse ele. Acordei os primeiros dias, cheia de amor prá dar. Levantada querendo brincar, fazia um chamego e tentava deixar meu dog sempre por perto. Na minha cabeça, eu ia dar a vida que meu cão pediu a deus. Doce engano... Meu cachorro não gostou do excesso de carinho. Bastava me ver empolgada, para deitar do outro lado da casa e fingir que eu não existia. Um comportamento que podia ser interpretado e muito bem comparado na minha análise.
Rapidamente mudei de estratégia. Se muita atenção era uma forma de distanciar, ao invés de aproximar, vou usar da física quântica e comprovar a lei da ação e reação. Passei a evitar meu cachorro, assim como meu paquerinha. Me comportei como se eles não existissem, embora essa fosse uma tarefa muito difícil, visto que existe um certo afeto envolvido em ambos os lados.
Foi aí que veio a prova final. Quanto mais eu evitada, mas os bichinhos vinham ao meu encontro, balançando o rabo e querendo festa. Botei na minha cabeça que eu não podia me render aqueles apelos e aquelas mensagens e continuei firme e forte na minha jornada. Quase um sonho! Era um tal de latir e ligar, ir atrás de mim aonde eu ia que eu estava literalmente me achando. Até que chegou na constatação que eu não queria acreditar. Nos dois casos, vi que, querendo ou não, meu apego pelos dois aconteceu logo no início, a gente se apaixona fácil e isso é fato! Fazer um joguinho na relação é necessário, mas em dosagens homeopáticas e sem extremismos. Por que meu cachorro, querendo ou não, me obedece e está sobre o meu domínio o tempo inteiro. Mas o paquerinha, se eu der muita corda, quem se enforca sou eu. E nessa de tirar onda e evitá-lo, ele foi balançar o rabo prá primeira cadela que apareceu. QUE CACHORRO!
sábado, 21 de agosto de 2010
Clara, Aline, Juliana, Paulinha
Estava numa festa de camisa colorida, num astral maravilhoso e resolvi ir para a Rave (dentro da mesma festa) por que os boatos eram que só tinha gente bonita. Ao som do “thum thz thum” comecei uma conversa prá lá de nada a ver com um gatinho e só me lembro de dizer sim a tudo, confirmando e achando tudo massa, mas sem nem fazer idéia do que ele estava me perguntado. Lá para meia hora de conversa o cara me pega de jeito e me deixa sem reação. Dali até o final da festa, eu estava de casal, com um cara que eu só sabia o nome. Gostei da experiência, por que afinal, é uma forma de você conhecer melhor a pessoa que você está ficando.
Festa vai, festa vem, encontrei minhas amigas e fiz as devidas apresentações. Que coisa! Fazer apresentação formal de “ficante” nunca esteve nos meus planos... hahahahahahah, mas tudo bem! Já estava na décima latinha mesmo! Fim de festa e fim de ficância. Essa é a atual realidade brasileira.
Uma semana depois, sábado 10h da manhã, toca o meu celular e um cara procurando por Lara. “Quem? O senhor ligou errado”. Meia hora depois, outra ligação: “Oi, Lara?! Tudo bom?”... Não era possível que o cara não tinha entendido que ele ligou errado. Mas por um instante, deixei-me envolver por aquela voz suave e interessante de homem que insistia na ligação. Se eu já tinha o costume de interpretar novas versões de mim nas baladas, por que não aproveitar outro momento inusitado e tirar proveito daquela situação?
“Oi, não é a Lara, mas é Clara. Posso ajudar?”, e numa esperança de ouvir uma risada ou alguma piadinha sarcástica fui surpreendida com um: “Clara??? Clarinha??? Pode ser... é que no barulho da festa devo ter anotado errado. É o Thiago, lembra de mim?”
Como assim???? Era comigo mesmo???? E na sagacidade do momento e na possibilidade de eu ter feito a besteira de dar o número certo, respondi: “Claro Thiago, achei que você não ia ligar mais”. Na verdade eu não fazia idéia de quem era... Ainda mais com esse nome.
Jesus me abana! Dei o número certo. E agora????????????? Agora é segurar na mão de Deus e ir...
Thiago.... Thiago... será que foi ontem? Mas ontem eu não me lembro de ter ficado com ninguém... Thiaguinho, Tico, Ti.... esse nome não me é estranho.... Mas será que ele não me falou algum apelido? Era para eu me lembrar..... CLARO. THIAGO. Lógico! O gatinho da rave. Menina.... o advogado... Como é que podia me esquecer... Jesus Luz! Me ilumina!
Eu: “Oi lindo, como é que eu ia me esquecer de você?”
Ele: “Oi linda, tudo bom, quero te ver hoje, onde você está?”
Eu: “Olha só, estou no trabalho (shopping Center) e devo sair direto para encontrar com umas amigas num barzinho na pituba, quer passar lá mais tarde?”
Ele: “Lógico, estarei lá, princesa.”
...
Vixe! Com essas palavras melosas e falsas quase me arrependo de ter feito um convite. Não sei quem tinha sido pior na melosidade do momento.
Sem atraso algum, T.02 (apelido carinhosamente batizado para comunicação entre as tetéias) me liga no horário marcado e vai ao meu encontro. Uma mesa só de mulheres, todas as minhas amigas reunidas e uma brincadeira à espera da chegada dele:
A ruiva: “se ele for feio, amiga, você vai se identificar?”
A morena: “Sim tetéia, ele te chamou de CLARA, você deu o nome errado foi?”
A loira: “menina... como você vai desfazer isso?”
A indecisa: “kkkkkkkkkkkkkkkk, essa eu quero assistir de camarote”
Eu tinha certeza que ele era bonito. Dele eu lembrava muito bem. O problema seria ele lembrar de mim, ou lembrar da minha cachaça. Mas se ele pegou meu número e ligou, ele pague prá ver!
O tetéio chegou todo lindo e cheiroso e veio direto na minha direção. Fato 01: ele me reconheceu!
Fez fachada com minhas amigas, já entrou na brincadeira e fez questão de ser simpático. Fato 02: ele estava afim de continuar com a gente. Bom sinal, isso provou que ele gostou do que viu!
Como era um barzinho conhecido e na zona rotineira de milhares de outras pessoas conhecidas e do meu convívio, vi metade de salvador chegar no mesmo barzinho, numa tarde de domingo. Não era possível. Queriam que eu pagasse um mico.
Sem tempo de alguém encostar e me chamar pelo nome verdadeiro, virei para o tetéio e falei: precisamos conversar! O menino arregalou os olhos como quem toma um susto e pergunta: “o que foi Clarinha, você tem namorado?”
Uma crise de risos na mesa e eu roxa de vergonha digo:
Eu: “não meu querido, é que eu não sou Clara”.
Ele: “como assim? Mas foi você que conheci na festa”
Eu: “eu sei... eu sou Clara da festa sim, mas é que te disse meu nome errado”
Frações de segundos (já previstos) dois amigos encostam e numa entonação bem evidente me chamam pelo meu nome verdadeiro: TETÉIA!!!!!!!!!!!!! Só fiz olhar com cara de cachorro carente e dar aquele sorriso amarelo confirmando que eu tinha mentido para ele.
Depois dessa experiência, preciso dizer que vou continuar a mudar meu nome em várias situações. Era um tal dele me chamar de Lara, de Clara de tudo que era apelido e me mandar mensagens e fazer jantares românticos, que eu quase me apaixono de novo.
Quer dizer... me apaixonei. Fiquei 3 meses curtindo um falso namoro, com um falso nome, mas com um verdadeiro homem. Uma paixão louca, uma perda de juízo que marcou a minha vida. E como uma novela mexicana, perdi o celular, o número dele e o contato. Nunca mais nos vimos, nem nos encontramos.
Ainda vou comprar pão na esperança de esbarrar com ele na esquina. Vou na praia só para ver se ele sai do mar. Viajo na esperança de encontrá-lo na poltrona ao lado... Durmo na esperança de sonhar com ele, pelo menos para um último encontro. Mas ACORDA ALICE, o país das maravilhas é no desenho animado!
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Influência do Mal
Hoje me dei conta que estou virando uma workaholic (para os leigos: pessoa viciada em trabalho). Neguei uma saída para uma boate, entrando como VIP, por que preciso terminar uns relatórios e não quero me atrasar amanhã. Vip na minha concepção sempre foi “VÁ IMEDIATAMENTE, POR FAVOR”, independente de ter que trabalhar no dia seguinte ou não. Eu só negava essas saídas quando eu tinha namorido! Quase um leite condensado caramelizado, com flocos crocantes, coberto com um delicioso chocolate em cima da prateleira, sem banco para alcançar.
Pensei, repensei, li a mensagem do celular com o convite, desliguei o celular, liguei de novo. Apaguei as mensagens e fiquei como offline no MSN. É muita tentação.
Eu sou do tipo que adoro uma farra. Por isso sempre me chamam para tudo: inauguração de quebra-mola, enterro de anão, nascimento de passarinho, batizado de boneca... Eu topo tudo! E quando estou empolgada então, faço de uma construção de pilha de baralho, o evento mais esperado do final de semana.
Não é que eu queira influenciar ninguém, mas o tom de empolgação da minha voz chamando para tomar uma água na casa do vizinho do 7º andar é quase irrecusável, aí sempre saio de equipe (a loira, a ruiva, a morena, a oriental, a índia, a indecisa e Cia Ltda). Na vez que nego uma saída, por conta do trabalho, ao invés de ouvir um lamento seguido de uma insistência absurda suplicando a minha companhia, eu me deparo com algumas palavras escritas em alemão na tela no meu MSN, onde depois de muitas tentativas de tradução, vi que era algo: “AINDA BEM! É bom que já é menos uma influência do mal no meu final de semana. Estava bolando alguma desculpa esfarrapada para você, por que queria passar o final de semana vendo um filme e descansando e não conseguia achar uma convincente. Mas já que você não vai, não preciso mais de desculpas!!!!”.
PARA TUDO. Eu????? Influência do mal?????????????? Lado negro da força? Que calúnia, injúria e difamação! Eu sou a amiga mais requisitada de todos os encontros. Sou diversão garantida independente da programação!!! Quem é que vai dançar até o chão sem música? Quem é que vai paquerar sem ser paquerada? Quem é que vai pedir ao garçom para comandar um uísque no cartão de débito??????
Pensando nessas coisas, tomei uma decisão! Com esse afronte, tive que adiar a entrega dos relatórios. Afinal, a temporada Friends não passa só na Warner Channel. Vamos prá balada!
segunda-feira, 19 de julho de 2010
As voltas que o mundo dá!
Para contar esse caso eu tive que recorrer ao meu baú de memória. E relembrar de fatos oriundos da minha infância para explicar um pouco do presente.
Lembro como se fosse hoje que convivia com um casal de irmãos, filhos do namorado da minha mãe, ambos mais novos que eu. Tínhamos uma relação ótima apesar das idades diferentes. Sempre achávamos o que fazer juntos. Em poucos momentos, lembro de ter feito distinção das idades. Uma dessas vezes foi quando achei que meu “irmãozinho emprestado” tinha me dado uma cantada. Aquele fedelho mal sabia andar de bicicleta, como é que já estava me paquerando? Ignorei o fato e nada mudou na nossa relação.
Os anos se passaram, minha mãe terminou o relacionamento, mais anos se passaram e perdemos todo e qualquer contato... Esperava reencontrá-los algum dia, pois nossa amizade tinha sido verdadeira, afinal foram anos de convivência.
Numa bela tarde de sol, ainda véspera de verão, mas já aproveitando o glamour do bronzeamento, fui à praia com minhas amigas. Na saída de um mergulho ouço um som meio longínquo semelhante ao meu nome, mas como era difícil alguém me achar naquele horário na praia, nem dei bola. Voltei para minha canga, estirei-me ao sol, quando vejo as meninas mudarem de posição e pararem a conversa. E novamente, agora com uma entonação mais clara, eu ouço uma voz rouca chamar meu nome novamente: “Tetéia! É você?”.
Se alguns traços não fossem os mesmos, juro que quase não o reconhecia. Que homenzarrão! O menino cresceu! E como cresceu! Fiquei deslumbrada de vê-lo tão bonito, crescido, mas com o mesmo sorriso e simpatia de criança! Conversamos por alguns minutos, mas ele já estava de saída. Não chegamos nem a passar uma hora conversando, mas foi o tempo suficiente para “matar a saudade”. Esquecemos de trocar telefones, mas marcamos de nos ver pela noite numa festa que ia acontecer na cidade.
Cheguei tarde na festa, imaginei que se ele tivesse me procurado, ia achar que eu dei um “bolo”. Mas que nada, foi só falar com as primeiras três pessoas conhecidas e olhar para o lado e olha quem estava lá... Ele cumpriu o prometido, apareceu no reggae. Entre apresentações de amigos e amigas e ao som de uma boa música, acabamos oportunizando mais um encontro onde pudéssemos contar as novidades, saber das mudanças que ocorreram nas nossas vidas e como estavam nossos projetos para o futuro. Que momento lindo! É tão bom reencontrar pessoas que a gente gosta. E lá se foram horas de conversas, abraços saudosos e olhares irradiando alegria.
Entre uns olhares e outros, senti um olhar diferente dele. Cheguei a me perguntar internamente se era um olhar de carinho, de admiração ou de vontade de um beijo. Preferi acreditar que era um olhar de carinho, em consideração aqueles momentos de irmãos que passamos na infância. Por que o olhar com vontade de beijo era o meu, e eu não queria transmitir essa vontade para ele. Que vergonha! Ele não podia saber disso de jeito nenhum. Era meu irmãozinho emprestado, esqueceram???
Uma pausa para uma cerveja e um “vem comigo” para um lugar mais sossegado. O clima mudou um pouco e ai eu percebi que aquele olhar tinha um brilho especial. Um silêncio mútuo seguido de uma frase já previsível: “posso tirar uma dúvida de infância?” Aquela cantada de infância não foi em vão! E irresistivelmente, como em cena de novela, nos aproximamos em câmera lenta, trocamos carinhos e lá se foram beijos, intermináveis, até que os olhos mudassem de cor!
[Agora imagina eu contando isso a minha mãe? Sem condições! Ela com certeza diria que eu perdi a noção! ]
Foi lindo. Estranho, mas lindo! Uma experiência que jamais imaginei viver, mas que me trazia uma sensação tão boa e natural que não fiquei grilada.
Melhor que isso foi ter recebido uma ligação no dia seguinte. Mais uma saída! E dessa vez minhas amigas e os amigos deles super empolgados com o “nosso encontro”. Tudo mentira! Interesse puro!!! Os meninos todos GATOS e minhas amigas, né por nada não, mas uma equipe de primeira! Só tetéias.
Mais um encontro descontraído e eu vivendo uma história de amor. Nos encontramos mais algumas vezes, nos curtimos bastante. Deixamos nossas energias fluírem e aproveitamos cada instante nos dias que ele estava por aqui. Mas os dias estavam contados, por que ele viajaria de volta à sua cidade natal (atual) e me deixaria aqui, com doces lembranças e uma saudade boa de sentir!
Não tenho bola de cristal, nem acredito em papai Noel, mas tenho contado os dias para vê-lo de novo. Sei que o mundo dá voltas. Logo ele estará por aqui para revivermos mais alguns bons momentos até que ele se vá novamente.
Acaba não mundão! Dá quantas voltas você quiser!!!!!!!!
terça-feira, 6 de julho de 2010
CUECAS, Cuecas, cUECAS Ai... as cuecas!
Estava eu, um belo dia, numa reunião de mesa de bar com alguns amigos (outros nem tantos) e mais uns três ou quatro gatos pingados desconhecidos - e como toda reunião de pessoas jovens, saudáveis, não evangélicas e sexualmente ativas, o papo rendeu – e uma hora o assunto sexo acabou aparecendo. Prá variar, só prá variar. Conversa vai, conversa vem, os garotos tomaram conta do assunto e as interlocuções se tornaram cada vez mais exclamadas e indagadas. • “Como é que pode uma mulher nos dias de hoje ainda usar calcinha bege?”
• “Eu me revolto com mulher de calçolão!”
• “Nossa!!!!! Mulher assim está esperando você broxar...”
• “Mulher pensa que ela tem que passar a impressão de descuidada para o cara não pensar que ela saiu de casa pensando naquilo. Dá uma vontade de falar: Minha filha se arrume para f%R@%%!”
Eu, como não tinha intimidade com a maioria da mesa e queria ouvir um pouco a opinião dos homens, preferi me calar e ficar refletindo sobre o assunto, enquanto a revolta dos meninos crescia ao redor do debate. Várias questões me vieram à cabeça: Uma mulher não pode sair de casa sem nenhuma intenção de mostrar suas peças íntimas e no meio da noite mudar de idéia? Que tesão masculino é esse que some como num passe de mágica apenas por causa da cor de uma calcinha? Desde quando os homens passaram a reparar e ser tão exigentes assim? Mas o que mais me prendeu a atenção foi a pérola: “Se arrume para f$@@$%¨!”.
Será que essa máxima só é válida para as mulheres? Acredito que grande parte do meu círculo de amizades pode até não estar com a calcinha mais provocativa nos 365 dias no ano, afinal de contas elas não costumam ser as mais confortáveis, mas sempre que existe a possibilidade de o fofo ver ou tocar em qualquer parte do livro que não seja a capa, nos preocupamos em manter tudo organizado.
E os homens? Será que eles acham que a nossa excitação não precisa de um estimulo visual também? Quanto será que eles se preocupam com isso? Afinal de contas não estamos mais na idade da caverna, em que a pobre donzela se contentava apenas com os frutos das marretadas (com o perdão do trocadilho) do nobre caçador, barbudo, cabeludo, exalando os odores de sua aventura na selva. Queremos mais! E dentre tantas outras coisas, nos admiramos com um bom perfume, observamos se os pêlos estão devidamente aparados e principalmente como são as cuecas, tem que ser pelo menos bonitinhas. Existem até aquele tipo de mulher que se encanta por um tipo ogro maltrapilho. Falando por mim, prefiro que essa imagem fique só para os fetiches. No dia a dia o que ganha ponto é a cueca box sem furinhos, sem elásticos estourados e lavadas com OMO cores múltipla ação.
Certa feita estava de romance com um jovem que se despia na velocidade da fórmula 1. Era só o clima esquentar e, tcham tcham tcham tcham, lá estava o principezinho do jeito que veio ao mundo. Eu achava engraçado. Achava que ele se sentia a vontade demais em ficar peladinho da Silva. Até o dia em que fomos passar o final de semana juntos e eu descobri a fonte do problema. Enquanto ele tomava banho, eu precisei buscar a minha nécessaire no banheiro, e foi quando eu dei de cara com o trauma: Cuequinha coador de café, que um dia havia sido azul marinho, mas naquele momento era qualquer coisa desbotada com alguns pontos rosas de água sanitária e elástico esgarçado. CHOQUEI! Como é que aquela coisinha linda, que vivia sempre muito bem vestido, cabelos cortados, super cheirosinho poderia usar um treco daqueles? Chamem aquilo de qualquer coisa, menos cueca! Ainda mais sabendo que poderia ser pego com a arma do crime a qualquer minuto... Não foi por esse motivo que o romance não vingou, mas naquele dia quem “broxou” fui eu. Mas depois do trauma, costumo aconselhar os meus amigos: QUERIDOS, SE ARRUMEM PARA F%$@%¨!, AFINAL DE CONTAS MULHER TAMBÉM BROXA!
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Nunca é uma simples calcinha!

Os homens precisam entender que nunca estamos usando uma simples calcinha. Principalmente se já sabemos que vamos ter uma noite de amor pela frente. É um preparativo e tanto. Sem falar no investimento depositado sobre essas peças íntimas tão pequenas, mas tão valorizadas no mundo das mulheres. Tem as de marca e tudo. Um fio de puro algodão da Vitória Secret então, nem se fala! Essas valem um poder de sedução, sem preço! É quase um estimulante sexual feminino.
A preocupação em escolher a melhor opção passa pelos critérios de combinação até ao grau de vontade de dar naquele dia. Tem que combinar com a roupa, com o momento, com o tetéio. Se for de dia, uma coleção clean, de noite, os ‘modelitos’ especiais. Se for um paquerinha antigo (só para não ficar na vontade) usamos as tradicionais ou algum conjuntinho que já temos no armário, se for a primeira vez e queremos marcar presença, a ida ao shopping se torna indispensável!
Mas para que toda essa preocupação se os homens vão lá e simplesmente tiram? Tiram não, arrancam!!!!!! Uma destruição de dar dó. Pior é quando tiram junto com a saia, sem nem nos dá o prazer de mostrar nossas preciosas lingeries de lacinhos, brancas e de rendinhas, tão atraentes... Mr. M é coisa do fantástico. Magia só no mundo de Harry Potter. Fazer a calcinha sumir num passe de mágica é quebra do clima de romance.
O fato de estarmos de calcinha e sutiã na frente do tetéio faz com que sejamos mais atenciosas e mais calientes. Será que os homens pensam nisso? Tenham certeza que se tivermos a oportunidade de mostrar nossas armas em duas peças, podemos tornar o momento mais instigante com direito a um streep tease de roupa íntima de tirar o fôlego.
E cada cor tem um significado. As brancas são mais singelas, um clima de romance inocente. As pretas são mais sedutoras e objetivas, queremos magia e sedução. As rosinhas são para conquistar mesmo, no estilo de "norinha que mamãe pediu a Deus". Já as vermelhas... Segurem-se! Sexo selvagem para satisfação plena.
Calcinha de avó, só para dormir e olhe lá. Essas são aquelas um pouco mais largas e que, se causarem impacto, é um impacto negativo. Na maioria das vezes são confortabilíssimas, mas proibidas e inaceitáveis para o sexo. As beges deveriam ser extintas das lojas e dos guarda-roupas, mas infelizmente elas são ótimas para usar com roupas brancas. Tetéias, se em algum momento vocês estiverem com um desses modelos e acontecer de encontrar o amor da vida de vocês no meio do caminho, antes que eles tentem levantar o vestido, vendem os olhos dele e prometam um mundo de sensações. Ao final atirem a calcinha pela janela e voltem para casa apenas tomando uma fresca.
As mais ousadas são ótimas para todos os momentos. No entanto, ainda existem muitos homens machistas no mundo e acham que o fato de você usar uma calcinha fio dental faz de você uma mulher vulgar, ou que só pensa “naquilo”. Se encontrarem um homem desses pela frente, mandem pastar. É melhor um burro que te carregue do que um cavalo que te derrube. Homens com esses pensamentos não sabem o valor de uma verdadeira mulher na cama. Você não vai deixar de ser uma ladie na sociedade e nem o fato de usar uma calcinha neste estilo, faz de você uma máquina do sexo. Use e abuse de cores e modelos. E acima de tudo, sinta-se mulher! Eu considero a calcinha um dos símbolos mais femininos que existem, depois do batom, claro! Risos
Por isso, caros tetéios, lembrem que a calcinha é um ícone importante na vida das mulheres. Mostrem que apreciam que a recompensa será sempre positiva. Deixem o lado feroz de vocês para outro momento e PRESERVEM AS CALCINHAS!
Alguém pelo amor de Deus divulga isso nos estádios de futebol, bares nos finais de semana, borracharias, concessionárias ou qualquer outro local de público masculino, para que eles pensem duas vezes antes de tirar nossas poderosas calcinhas na velocidade da luz.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Querida amiga Cacá
Estou escrevendo, numa tentativa de comunicação telepática, porque me falta coragem de ficar novamente cara a cara com você... Na realidade algumas coisas na nossa relação, que já são bastante delicadas, têm me incomodado mais a cada dia. Eu não estou satisfeita com o fato de você se sentir no direito de interferir na minha vida dessa forma. Simplesmente você chega sem avisar e se instala como visita inoportuna.
Nós nos conhecemos desde que eu era muito jovem, bem na época em que comecei a me entender como gente. E como ainda não te conhecia direito, eu não podia prever que quanto mais estivéssemos juntas, mais influência sobre as minhas decisões você teria.
O pior de tudo é que eu nem sei ao certo quando foi que nos tornamos tão íntimas. Lembro-me apenas de ser uma menina inocente, quando você foi se chegando, como se quisesse se aproveitar da minha inexperiência. Chegou rasteira, silenciosa, trazendo consigo um despertar de sensações e sentimentos.
Eu gostei. Afinal de contas, a sua presença fazia parte de um mundo que era todo novo para mim. A puberdade, a descoberta dos amores, os amores proibidos, o fortalecer das amizades... e olha lá você! Sempre presente.
Mas naquela época tudo era muito doce. A vida não tinha as mesmas preocupações e responsabilidades. Ter você ao lado era como ter um amigo que fumava escondido. Era perigoso, desaconselhado, mais ainda assim excitante.
Fui crescendo, virei moça, e foi aí que o sexo oposto passou a ter uma presença muito mais marcante na minha vida do que antes. Nessa época, eu cheguei a ignorar a sua presença. Estava feliz demais para me lembrar que você existia. Foi quando eu conheci o Sr. Fulano, tão sedutor, atraente, engraçado... E logo vocês criavam uma relação direta. Eu podia sempre contar com o seu colo quando ele não estava perto. E as vezes, mesmo quando fulaninho estava perto, nos conectávamos como que ímãs, atraídas uma a outra sem direito a escolha. Quando percebi, estávamos tão próximas, que o Fulano não teve escolha. Não havia mais espaço para ele ali. E voltamos a ser só eu e você.
Ficamos assim um bom tempo, e apesar de eu achar que você gostava mais de mim quando eu estava solteira. Eu estava muito ocupada para me preocupar com você. Estava no meu primeiro ano de faculdade, conquistando novas amizades, descobrindo que rumo seguir na vida, e você talvez ocupada com as suas novas amizades também. Ia e voltava, mas já não estava tanto comigo quanto antes.
Ai eu conheci Cicrano, e dessa vez reconheci a ameaça que ter você ao meu lado representava para meu namoro com Cicraninho. Eu já tinha muitos amigos, e com ele tão presente, faltava tempo para você, novamente. Isso era tão bom!!!
Depois dele vieram o garoto X, o Y, o Sr. Beltrano, e as características de todos eles me deixavam tão embriagada de novos sabores, que a essa altura do campeonato eu já fazia pouco caso de você, achando que nunca mais voltaria a vê-la. Eram muitas festas, novas pessoas, aliadas a uma sensação de liberdade, da maioridade, da independência. E a minha euforia só acabava quando eu voltava para casa e você estava lá para me esperar. Porque estar com você era uma mistura de sensações que me fazia tão bem enquanto me fazia mal. Porque a sua presença significava para mim, uma dose de solidão, uma dose de melancolia, uma dose de temor de que a nossa separação fosse algo impossível. Mas estar com você também me fazia arrumar mais tempo para o que era meu, para me questionar, para tentar ser melhor como amiga, como filha, como irmã, como mulher, como ser humano.
Pronto. Entrei num mergulho de mim que só você poderia me impulsionar. Só que hoje, quando entrei na minha caixa postal, tinha um e-mail de astrologia que acabei recorrendo e me deparei com a seguinte mensagem:
“Entre os dias 16/05 (Hoje) e 26/05, o planeta Vênus estará entrando em contato de forma harmoniosa com o planeta Mercúrio do seu mapa astral. A qualidade maior deste período envolve um melhor entendimento no que diz respeito à sua vida afetiva. Neste período, você estará mais consciente de coisas que você precisa melhorar para que as suas relações amorosas se tornem mais proveitosas. Talvez você venha a receber conselhos, toques, ou mesmo simplesmente tomar consciência das coisas que precisam ser mudadas...”
Por isso, minha amiga CARÊNCIA (Cacá, de tão íntimas), escrevo aqui o meu adeus, que provavelmente não será definitivo. Mas depois de tantas atitudes erradas, tantas mancadas, tantos aprendizados, realizo que preciso te deixar, pelo menos por enquanto, se eu quiser um companheiro ao meu lado.
Vá em paz.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
A bendita TPM
Já pensei até em comprar uma placa para colocar no meu quarto nesses dias de tormento involuntário: Cuidado Com O Cão! Ia ser mais prático e extremamente sincero. Quem ousasse ultrapassar os dizeres da tão singela plaquinha, já saberia os riscos que estaria correndo. E qualquer patada ia ser mera coincidência.
Os homens deveriam ter um dia de TPM como experiência. Só desejo um único dia, por que, mais que isso ia ter índices de homicídios altíssimos nas páginas dos jornais. Com propriedade digo que eles não suportariam mais que meio turno nesse estado de espírito tão evoluído. Ou involuído, sei lá. Essa palavra existe? Se não existe passa a existir no dicionário TPMêmico das mulheres. Mas só o fato de passarem pela experiência talvez o fizessem entender um pouquinho por que mudamos tão bruscamente de humor. E saberiam o quão difícil é ter que passar por isso, involuntariamente, e em momentos tão inapropriados.
Imagina você, no seu estado super SINGLE LADIES, mas nos exatos dias da bendita TPM, toca o seu TELEPHONE, você atende no maior HALO (lê-se hello) – com entonação até de uma pessoa educada – mas é aquele seu paquerinha que veio como METEORO DA PAIXÃO há meses atrás e sumiu assim derrepente. Você sem saber como tratá-lo – passou dias imaginando essa ligação, mas TENTATIVAS EM VÃO – vem logo mais uma dúvida cruel para decidir logo no dia que você está de TPM: o que fazer para não terminar num BAD ROMANCE? Cuidado para não acabar ABANDONADA.
Dias TPMêmicos de tetéias não são fáceis. SUTILMENTE, você deve pedir ao cafa-tetéio que ligue em outro momento. Caso contrário você colocará em check todo o seu romance com o bofe e isso não é de Deus!
Cuidado para que seu estado supersensível não a faça entrar em estado máximo de carência e soltar um: TUDO O QUE EU QUERO É VOCÊ DE VOLTA. Nada de “to te esperando vem bater a minha porta”. Isso é um tiro no pé! Você não só falará algo errado, na hora errada, para a pessoa errada, como pode perde-lo para sempre, minha cara.
Homem gosta de atenção, mas não de bajulação. Você tem que dosar as palavras doces com uma certa dificuldade de encontros para que o carinha se mantenha na sua lista de contatos por mais tempo. Homem não gosta de nada fácil demais. Espere os momentos certos para fazê-lo derreter aos seus braços. Depois se faça de difícil e deixe ele te procurar mais vezes até sair com ele de novo.
Por isso aqui vai uma super dica: quando estiver de TPM jamais atenda uma ligação de paquerinha. Você estará colocando a sua vida amorosa em risco! Desligue o celular se for o caso. Ou se conseguir, não atenda e só dois dias depois, DÊ UM SINAL. Manda uma mensagem no velho estilo “João sem Braço”: “Oi lindo, passei esses dias estudando, mas vi sua ligação. Beijos”.
Se o cara estiver a fim, ele vai retornar a ligação. Se não ligar, é por que ele não vale a pena mesmo! Conforme-se!
Espere a TPM passar e caia na farra de novo. O que você precisa é conhecer gente nova, sempre.
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P.S.: Quase todas as palavras em CAIXA ALTA são músicas que uma tetéia não pode deixar de ouvir. A maioria baseada na dor de cotovelo de alguém ou uma mensagem subliminar que precisamos ouvir. Coloca lá no Youtube e divirta-se! Chore, ria, mas não saia do salto.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
A primeira vez a gente nunca esquece!
Sexo forte à parte, realmente nunca esqueci aquela experiência... Que situação! Era meu caso mais caliente que estava se encaminhando para um namorinho sério. Estávamos na flor da adolescência e em fase de descobertas. Minhas descobertas. Ele, apesar da mesma idade, já era bem mais experiente do que eu. Sabia me tirar do sério tão fácil que às vezes eu tinha que recorrer à minha consciência e tirar a gente lá de cima, das nuvens.
Morávamos no mesmo prédio, nos víamos todos os dias, pelas escadas, quadra, salão de jogos, salão de festas, na casa dos amigos... Onde desse para a gente se encontrar. Lugares onde podíamos nos pegar em alta, mas não chegar no finalmente... Afinal, eu achava que para concretizar alguma coisa, precisávamos estar a sós e em uma cama! Oh como a adolescência é linda e ingênua...
O bom de ter demorado de chegar a hora H era que cada dia que passava ficávamos mais instigados e mais próximos. Estávamos começando a criar um sentimento mais profundo e verdadeiro. Pegávamos fogo juntos, mas começamos a moderar a euforia e nos curtir mais e a planejar a nossa primeira noite. Mas sexo tem disso: não é para ser planejado. Esqueçam planejamento! Ou vai ou não vai. Não importa local, data, hora ou a cor da calcinha que você está vestida. Se for beje ou calcinha de vó, o lance é tirar na velocidade da luz, sem dar tempo do carinha perceber que você estava com alguma coisa no corpo, rs.
Esperamos os pais dele viajar e nos sentimos um casal recém casados, chegando no apartamento novo para a real inauguração! Passamos mais de duas horas nas preliminares, nas fantasias, no cheiro da pele, nos sussurros ao pé do ouvido até que ele começou a me alertar que não estava mais agüentando esperar. Juro que não fiz mais nenhum doce, nem muito menos o fiz esperar mais. Até por que eu também já estava subindo paredes... Quando ele me virou, já foi para deitar ao meu lado e fazer cafuné, com uma cara de cachorro carente e envergonhado. Tentava me olhar nos olhos como quem quisesse me falar alguma coisa, mas baixava o olhar e me abraçava mais forte.
Tava na cara qual era o problema, mas achei que em minutos ou talvez em algumas horas, ele me cataria novamente e me jogaria na parede para me fazer feliz! Apagamos. Dormimos horas, juntinhos, até eu acordar de madrugada e ver que não tinha voltado para casa. Minha mãe ia me matar. Levantei de fininho para que ele não acordasse e fui para casa.
No dia seguinte nada de notícias! Até o final da tarde fiquei esperando ele me ligar ou me procurar e NADA! Fui até o apartamento dele e ele não atendeu. Liguei, interfonei e nada! Um dia inteirinho sem notícias... Preferi ficar na minha e não procurá-lo no segundo dia. No terceiro, já a beira de entrar em depressão, meu celular toca. O melhor amigo dele querendo notícias, perguntando se ele tava bem, por que ele tinha sumido, não queria falar com ninguém.
Não contei o que aconteceu, mas disse que passamos por um “desconforto” e que ele podia estar chateado comigo [!]. Joguei logo a culpa em mim para não piorar a situação. O amigo dele me deu a chave do apartamento e quando entrei, lá estava ele assistindo televisão, com uma cara de quem tivesse perdido um ente querido.
Senti-me uma verdadeira mulher, conversei com uma maturidade que nem eu sabia que tinha. Nos abraçamos, nos beijamos e firmamos uma amizade linda e verdadeira que dura até hoje. Mas nunca nos permitimos tentar algo de novo. Será que ele nunca vai se dar conta que eu morro de vontade de saber como seria nossa “noite de amor”???? Acorda bofe!
terça-feira, 4 de maio de 2010
As dores de uma ressaca moral
Um aperto no peito, uma vontade de sumir no mundo, desespero para que o celular não toque e que os dias passem como final de novela (“três meses depois...”). Estou com RESSACA MORAL.
“A ressaca moral é caracterizada por essa dor psicológica de saber que você fez uma bobagem colossal”. E pode ter certeza: ela vem amarrada, grudada, casada com a ressaca do álcool. Dizem que é uma matemática simples:
BEBIDA + BEBIDA + BEBIDA + BALADA + BEBIDA + SEXO OPOSTO = MERDA!
Quem é que não sabe que essa soma NUNCA deu certo??? É por essas e outras que eu NUNCA MAIS VOU BEBER. Faz duzentos anos que eu não exagero também... Vocês perceberam não é?
Quem foi a louca que deixou eu beber de novo? Cadê minhas amigas? Cadê meus amigos? Cadê a minha consciência? A minha racionalidade?
Já tive inúmeras ressacas morais. Umas sem sentido algum, outras com uma leve consideração e outras vergonhosas. Ao menos na minha classificação de “vergonhosa”. Muitas delas provenientes de experiências que eu ainda não tinha vivido e outras de atitudes conscientes motivadas pelo momento.
Atire a primeira pedra quem nunca ficou com o melhor amigo, quem nunca dançou sensualmente (para não dizer pervertidamente) no meio da boate lotada ou quem nunca dormiu com um paquerinha na primeira noite.
Posso atirar? Em quem? Tenho uma pedra enorme! A sorte é que toda ressaca moral tem um culpado, onde podemos depositar toda a nossa “culpa”. A minha ressaca recente é pura culpa da depilação!!!! Quem foi que inventou depilação, minha gente? Prá que?
Isso é coisa da globalização. Do avanço da tecnologia. É uma relação diretamente proporcional: A mulher se depila – é disparada uma informação para o dispositivo ‘excitação’ no sistema inconsciente da mulher – a informação é retransmitida na forma sensual para o ambiente corporal – e as relações humanas são contempladas com a interatividade de duas pessoas. Intensivamente!!!!!!
Resultado: DEI! Agora será que os dias podem passar mais rápido? Será que uma certa pessoa pode sumir do mapa? Hummm, melhor! Vamos deletar esse dia da minha vida. Assim, quem sabe, a ressaca vai embora mais rápido.
DICA: http://www.youtube.com/watch?v=_wycVv_uar8
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Por que todo papo termina em sexo?

Toda vez que me sento à mesa de um bar, numa roda de amigos ou até mesmo no cinema, ou qualquer outro lugar com mais 3 ou 4 amigos e amigas o papo SEMPRE termina em SEXO! Calma gente. É em papo de sexo, não no sexo propriamente dito. Qualquer comentário como “que shortinho sacanagem”, vira papo de SACANAGEM. Antes terminasse em sexo mesmo... Prá que papo? Vamos logo ao que interessa, ora...
Falar de sexo é bom. Muito bom. Bom prá caralho. Inclusive instiga à imaginação e nos deixa um pouco mais sensíveis e propícias ao ato. Mas falamos disso por que o gostoso dessas conversas é que “trocamos” experiências boas e ruins, o que nos deixa aliviadas em alguns casos e curiosas em outros...
Sou do tipo que “sento, rebolo e ainda bato um bolo”, mas minhas amigas já experimentaram também o “duplo twist carpado invertido” que é uma loucura!!!! Fico imaginando se sou capaz disso ou algo pelo menos parecido! HaHaHa. O importante no final é saber que aqueles episódios que você acha que SÓ ACONTECEM COM VOCÊ, realmente não acontecem só com você! Que alívio. Ufa! Não vou precisar mais de psicanálise, rs.
A última conversa gozada [ops!] que tivemos foi exatamente sobre isso. Por que falamos tanto e não fazemos? A primeira largada dos meninos foi: “estamos aqui prá jogo”. Como se eles quisessem realmente entrar com bola e tudo na vida da gente. Mas aí vieram os questionamentos, lamentações, desabafos e confidências. E uma pergunta em comum: “Dar ou não dar logo ao paquerinha?” E as respostas foram as mais diversas possíveis. Uma delas inclusive fantástica: “Temos que dar no primeiro encontro. Eles não estão marcando o segundo, amiga!”.
O que falta, na verdade, são homens disponíveis e interessantes. Não que o mercado esteja tão em baixa assim, mas os caras estão tendo prazer tão fácil, que nos classificam ou como as “princesinhas intocáveis” e não investem na gente ou “como mais uma foda do final de semana” e nos abandonam logo no primeiro encontro. Não queremos tanto, nem tão pouco. Mais que meio termo é esse que não satisfaz nossa libido? O cara só se torna interessante se ele não nos classifica em nenhuma dessas duas posições. Agora entendo por que os homens nos acham tão complicadas.
Queremos um cara que possamos ter um romance sem compromisso [até achar o homem certo], mas com a garantia de “amorzinho gostoso” no final de semana. Disk pizza é fácil. Mas só dá prazer na hora. E dormir com um homem só por dormir não vai me acrescentar nada. Não vale a pena. Cansa minha beleza!
Pior que isso é você se deixar envolver com um carinha classificado como interessante, deixar ele interessado em você, conseguir com que ele te dê atenção, te ligue mais vezes (sem te levar prá cama) e quando você acha que ele é o cara certo, ele vem logo com a desculpa de namoro é carta fora do baralho.
terça-feira, 13 de abril de 2010
A INTERPOL está atrás de mim!
Quando ele chegou, já chegou querendo beijar e não é assim que a banda toca Durvalino. Nada de facilidades iniciais quando o cara é muito gato. Não vamos inflar o ego deles. Preparei meu alfinete, mas o tetéio se foi...
Duas festas depois, e lá estava o meu Zeus! Meu? Desde quando? Eu não dispensei? Coisas de mulher... Mas ele era meu e pronto! Olhares trocados, sorrisos frouxos e nada de aproximações... Até que desisti dessa paquera e fiquei com um desses da nossa lista telefônica. Paquera antigo. Mesmo sabendo que figurinha repetida não completa álbum, nós também fazemos caridade...
Mais uma festa na minha agenda e assim que chego vejo de relance o Deusinho. Será que era ele mesmo? Agora fiquei na dúvida. Não tinha mais um “abada” naquele peitoral... Até parecia gente.
Não consegui confirmar se era ele mesmo, então fui aprender uma dessas dancinhas de verão, quando sou surpreendida com um ventinho no cangote e um sussurro no ouvido. Jesus! Que sensação! Ai... Prefiro nem comentar... Sim, como eu estava falando, Zeus queria me colocar à prova. Ou me provar, como vocês queiram classificar. Mesmo sabendo que o garoto podia ter 20 e poucos anos, dei uma chance ao jovem e permiti que se aproximasse para uma conversa.
E lá se foram duas horas de conversa. Falamos sobre o verão, artistas, gosto musical e outros papos nada a ver com a balada, mas que se tornaram interessantes naquele momento. Até que no meio de uma dessas conversas, terminamos no beijo. Nossa senhora da bicicletinha. Dai-me equilíbrio!
Nada de telefones trocados. Não curto dar meu tel. Se quiser me encontrar de novo, me procure na Bahia inteira!
Acordo eu no dia seguinte, linda, loira, brasileira e pobre e quando abro meu Orkut, me deparo com “Zeus quer ser seu amigo, aceitar?”. Calma, acabei de acordar. Acho que preciso dormir mais um pouquinho. COMO ASSIM ELE ACHOU O MEU ORKUT? Eu toda camuflada, a única forma de saber que era eu mesma era pelo meu sobrenome... E eu lá tinha dito nada disso para ele... Enfim. “ADD Zeus como meu amigo”.
Depois de um dia intenso de trabalho resolvi relaxar no MSN. Sou muito internética, cara. =) E lá estou eu [invisível] conversando com minha irmã mais nova, quando de repente ela toda feliz me pergunta: “Irmã, você conhece aquele Deusinho Grego????”; “Tati é louca prá ficar com ele e a Cal já pegou”; “Ele é sucesso”. E eu, como irmã mais velha, sem poder semear a mentira, tive que responder: “Conheço sim, já peguei”.
Em menos de um segundo meu celular toca: “COMO ASSIM TETÉIA, COMO ASSIM?? VOCÊ PEGOU? IMPOSSÍVEL! ELE TEM 17 ANOS”.
Bom, é isso. A INTEPOL está atrás de mim até hoje, e se vocês disserem onde eu estou, nego até a morte!
sábado, 10 de abril de 2010
Tecla SAP
Sempre fui do tipo de me interessar por “mentiras sinceras”, desde que a intenção por trás da mentira fosse boa, é claro. Depois de anos de idas e vindas com paqueras, rolinhos, namorados, e etc, uma mulher sabe identificar uma mentirinha contada. Porém, todo mundo na vida já se deparou com aquele momento em que fingir que acredita na mentira pode ser mais agradável do que realmente ouvir a verdade. E por mais que a maioria das pessoas morra afirmando que prefere ouvir a verdade, já se deparou com uma mentira tão agradável que a aceitou sem nem hesitar.
Esse tipo de situação, por exemplo, é bastante comum no início de uma paquera. O carinha não te conhece direito, você também não o conhece, não sabem como se comportar um com o outro, e a vontade de agradar é enorme. Que fique claro, que eu sou a maior defensora de cada um assumir as suas chagas, e ir de alma nua ao encontro do outro, naquela filosofia “me ame ou me deixe”. Mas o que não posso deixar de reconhecer é que todo mundo tem seus truquezinhos de paquera.
Os homens vivem utilizando os mais diversos recursos linguisticos para mascarar aquilo que realmente querem dizer. Isso porque o normal de quase todo homem é que ele deseje primeiro e admire depois. E como ainda tem um monte de mulheres por aí que acham um pecado assumir que são de carne e osso, e que também tem necessidades, grande parte dos garotinhos ainda acha que para conseguir uma “noche de pasión”, é preciso mascarar a realidade, e fingir que um lindo romance está para acontecer. Quem nunca recebeu um SMS com a mensagem: “Estou morrendo de saudade”? E quem não se derrete ao ouvir palavras doces? Por isso as mulheres modernas tiveram que desenvolver no cérebro o dispositivo SAP.
O dispositivo SAP (Second Audio Program) é um recurso dos televisores, que fornece ao telespectador a opção de ouvir o programa em seu aúdio original. Ou seja, escolher entre ouvir a dublagem que nem sempre fornece a tradução literal das falas, ou ouvir na íntegra tudo que foi dito. Desta forma, podemos escolher entre um “estou louco pra te levar para cama” e “não vejo a hora de te ver novamente”.
Enfim... a nossa sorte, e quando eu falo “nossa” me refiro tanto aos homens quanto às mulheres, é que o sistema da paquera e agito acaba funcionando como a teoria da mão invisível do mercado de Adam Smith. Enquanto estamos tentando favorecer o nosso próprio umbigo, acabamos fazendo o bem ao todo. Afinal de contas, os homens continuam pensando que nos enganam, e nos continuamos fingindo que acreditamos, e no final todos são FELIZES PARA SEMPRE.








