segunda-feira, 10 de maio de 2010
A primeira vez a gente nunca esquece!
Sexo forte à parte, realmente nunca esqueci aquela experiência... Que situação! Era meu caso mais caliente que estava se encaminhando para um namorinho sério. Estávamos na flor da adolescência e em fase de descobertas. Minhas descobertas. Ele, apesar da mesma idade, já era bem mais experiente do que eu. Sabia me tirar do sério tão fácil que às vezes eu tinha que recorrer à minha consciência e tirar a gente lá de cima, das nuvens.
Morávamos no mesmo prédio, nos víamos todos os dias, pelas escadas, quadra, salão de jogos, salão de festas, na casa dos amigos... Onde desse para a gente se encontrar. Lugares onde podíamos nos pegar em alta, mas não chegar no finalmente... Afinal, eu achava que para concretizar alguma coisa, precisávamos estar a sós e em uma cama! Oh como a adolescência é linda e ingênua...
O bom de ter demorado de chegar a hora H era que cada dia que passava ficávamos mais instigados e mais próximos. Estávamos começando a criar um sentimento mais profundo e verdadeiro. Pegávamos fogo juntos, mas começamos a moderar a euforia e nos curtir mais e a planejar a nossa primeira noite. Mas sexo tem disso: não é para ser planejado. Esqueçam planejamento! Ou vai ou não vai. Não importa local, data, hora ou a cor da calcinha que você está vestida. Se for beje ou calcinha de vó, o lance é tirar na velocidade da luz, sem dar tempo do carinha perceber que você estava com alguma coisa no corpo, rs.
Esperamos os pais dele viajar e nos sentimos um casal recém casados, chegando no apartamento novo para a real inauguração! Passamos mais de duas horas nas preliminares, nas fantasias, no cheiro da pele, nos sussurros ao pé do ouvido até que ele começou a me alertar que não estava mais agüentando esperar. Juro que não fiz mais nenhum doce, nem muito menos o fiz esperar mais. Até por que eu também já estava subindo paredes... Quando ele me virou, já foi para deitar ao meu lado e fazer cafuné, com uma cara de cachorro carente e envergonhado. Tentava me olhar nos olhos como quem quisesse me falar alguma coisa, mas baixava o olhar e me abraçava mais forte.
Tava na cara qual era o problema, mas achei que em minutos ou talvez em algumas horas, ele me cataria novamente e me jogaria na parede para me fazer feliz! Apagamos. Dormimos horas, juntinhos, até eu acordar de madrugada e ver que não tinha voltado para casa. Minha mãe ia me matar. Levantei de fininho para que ele não acordasse e fui para casa.
No dia seguinte nada de notícias! Até o final da tarde fiquei esperando ele me ligar ou me procurar e NADA! Fui até o apartamento dele e ele não atendeu. Liguei, interfonei e nada! Um dia inteirinho sem notícias... Preferi ficar na minha e não procurá-lo no segundo dia. No terceiro, já a beira de entrar em depressão, meu celular toca. O melhor amigo dele querendo notícias, perguntando se ele tava bem, por que ele tinha sumido, não queria falar com ninguém.
Não contei o que aconteceu, mas disse que passamos por um “desconforto” e que ele podia estar chateado comigo [!]. Joguei logo a culpa em mim para não piorar a situação. O amigo dele me deu a chave do apartamento e quando entrei, lá estava ele assistindo televisão, com uma cara de quem tivesse perdido um ente querido.
Senti-me uma verdadeira mulher, conversei com uma maturidade que nem eu sabia que tinha. Nos abraçamos, nos beijamos e firmamos uma amizade linda e verdadeira que dura até hoje. Mas nunca nos permitimos tentar algo de novo. Será que ele nunca vai se dar conta que eu morro de vontade de saber como seria nossa “noite de amor”???? Acorda bofe!
terça-feira, 4 de maio de 2010
As dores de uma ressaca moral
Um aperto no peito, uma vontade de sumir no mundo, desespero para que o celular não toque e que os dias passem como final de novela (“três meses depois...”). Estou com RESSACA MORAL.
“A ressaca moral é caracterizada por essa dor psicológica de saber que você fez uma bobagem colossal”. E pode ter certeza: ela vem amarrada, grudada, casada com a ressaca do álcool. Dizem que é uma matemática simples:
BEBIDA + BEBIDA + BEBIDA + BALADA + BEBIDA + SEXO OPOSTO = MERDA!
Quem é que não sabe que essa soma NUNCA deu certo??? É por essas e outras que eu NUNCA MAIS VOU BEBER. Faz duzentos anos que eu não exagero também... Vocês perceberam não é?
Quem foi a louca que deixou eu beber de novo? Cadê minhas amigas? Cadê meus amigos? Cadê a minha consciência? A minha racionalidade?
Já tive inúmeras ressacas morais. Umas sem sentido algum, outras com uma leve consideração e outras vergonhosas. Ao menos na minha classificação de “vergonhosa”. Muitas delas provenientes de experiências que eu ainda não tinha vivido e outras de atitudes conscientes motivadas pelo momento.
Atire a primeira pedra quem nunca ficou com o melhor amigo, quem nunca dançou sensualmente (para não dizer pervertidamente) no meio da boate lotada ou quem nunca dormiu com um paquerinha na primeira noite.
Posso atirar? Em quem? Tenho uma pedra enorme! A sorte é que toda ressaca moral tem um culpado, onde podemos depositar toda a nossa “culpa”. A minha ressaca recente é pura culpa da depilação!!!! Quem foi que inventou depilação, minha gente? Prá que?
Isso é coisa da globalização. Do avanço da tecnologia. É uma relação diretamente proporcional: A mulher se depila – é disparada uma informação para o dispositivo ‘excitação’ no sistema inconsciente da mulher – a informação é retransmitida na forma sensual para o ambiente corporal – e as relações humanas são contempladas com a interatividade de duas pessoas. Intensivamente!!!!!!
Resultado: DEI! Agora será que os dias podem passar mais rápido? Será que uma certa pessoa pode sumir do mapa? Hummm, melhor! Vamos deletar esse dia da minha vida. Assim, quem sabe, a ressaca vai embora mais rápido.
DICA: http://www.youtube.com/watch?v=_wycVv_uar8
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Por que todo papo termina em sexo?

Toda vez que me sento à mesa de um bar, numa roda de amigos ou até mesmo no cinema, ou qualquer outro lugar com mais 3 ou 4 amigos e amigas o papo SEMPRE termina em SEXO! Calma gente. É em papo de sexo, não no sexo propriamente dito. Qualquer comentário como “que shortinho sacanagem”, vira papo de SACANAGEM. Antes terminasse em sexo mesmo... Prá que papo? Vamos logo ao que interessa, ora...
Falar de sexo é bom. Muito bom. Bom prá caralho. Inclusive instiga à imaginação e nos deixa um pouco mais sensíveis e propícias ao ato. Mas falamos disso por que o gostoso dessas conversas é que “trocamos” experiências boas e ruins, o que nos deixa aliviadas em alguns casos e curiosas em outros...
Sou do tipo que “sento, rebolo e ainda bato um bolo”, mas minhas amigas já experimentaram também o “duplo twist carpado invertido” que é uma loucura!!!! Fico imaginando se sou capaz disso ou algo pelo menos parecido! HaHaHa. O importante no final é saber que aqueles episódios que você acha que SÓ ACONTECEM COM VOCÊ, realmente não acontecem só com você! Que alívio. Ufa! Não vou precisar mais de psicanálise, rs.
A última conversa gozada [ops!] que tivemos foi exatamente sobre isso. Por que falamos tanto e não fazemos? A primeira largada dos meninos foi: “estamos aqui prá jogo”. Como se eles quisessem realmente entrar com bola e tudo na vida da gente. Mas aí vieram os questionamentos, lamentações, desabafos e confidências. E uma pergunta em comum: “Dar ou não dar logo ao paquerinha?” E as respostas foram as mais diversas possíveis. Uma delas inclusive fantástica: “Temos que dar no primeiro encontro. Eles não estão marcando o segundo, amiga!”.
O que falta, na verdade, são homens disponíveis e interessantes. Não que o mercado esteja tão em baixa assim, mas os caras estão tendo prazer tão fácil, que nos classificam ou como as “princesinhas intocáveis” e não investem na gente ou “como mais uma foda do final de semana” e nos abandonam logo no primeiro encontro. Não queremos tanto, nem tão pouco. Mais que meio termo é esse que não satisfaz nossa libido? O cara só se torna interessante se ele não nos classifica em nenhuma dessas duas posições. Agora entendo por que os homens nos acham tão complicadas.
Queremos um cara que possamos ter um romance sem compromisso [até achar o homem certo], mas com a garantia de “amorzinho gostoso” no final de semana. Disk pizza é fácil. Mas só dá prazer na hora. E dormir com um homem só por dormir não vai me acrescentar nada. Não vale a pena. Cansa minha beleza!
Pior que isso é você se deixar envolver com um carinha classificado como interessante, deixar ele interessado em você, conseguir com que ele te dê atenção, te ligue mais vezes (sem te levar prá cama) e quando você acha que ele é o cara certo, ele vem logo com a desculpa de namoro é carta fora do baralho.
terça-feira, 13 de abril de 2010
A INTERPOL está atrás de mim!
Quando ele chegou, já chegou querendo beijar e não é assim que a banda toca Durvalino. Nada de facilidades iniciais quando o cara é muito gato. Não vamos inflar o ego deles. Preparei meu alfinete, mas o tetéio se foi...
Duas festas depois, e lá estava o meu Zeus! Meu? Desde quando? Eu não dispensei? Coisas de mulher... Mas ele era meu e pronto! Olhares trocados, sorrisos frouxos e nada de aproximações... Até que desisti dessa paquera e fiquei com um desses da nossa lista telefônica. Paquera antigo. Mesmo sabendo que figurinha repetida não completa álbum, nós também fazemos caridade...
Mais uma festa na minha agenda e assim que chego vejo de relance o Deusinho. Será que era ele mesmo? Agora fiquei na dúvida. Não tinha mais um “abada” naquele peitoral... Até parecia gente.
Não consegui confirmar se era ele mesmo, então fui aprender uma dessas dancinhas de verão, quando sou surpreendida com um ventinho no cangote e um sussurro no ouvido. Jesus! Que sensação! Ai... Prefiro nem comentar... Sim, como eu estava falando, Zeus queria me colocar à prova. Ou me provar, como vocês queiram classificar. Mesmo sabendo que o garoto podia ter 20 e poucos anos, dei uma chance ao jovem e permiti que se aproximasse para uma conversa.
E lá se foram duas horas de conversa. Falamos sobre o verão, artistas, gosto musical e outros papos nada a ver com a balada, mas que se tornaram interessantes naquele momento. Até que no meio de uma dessas conversas, terminamos no beijo. Nossa senhora da bicicletinha. Dai-me equilíbrio!
Nada de telefones trocados. Não curto dar meu tel. Se quiser me encontrar de novo, me procure na Bahia inteira!
Acordo eu no dia seguinte, linda, loira, brasileira e pobre e quando abro meu Orkut, me deparo com “Zeus quer ser seu amigo, aceitar?”. Calma, acabei de acordar. Acho que preciso dormir mais um pouquinho. COMO ASSIM ELE ACHOU O MEU ORKUT? Eu toda camuflada, a única forma de saber que era eu mesma era pelo meu sobrenome... E eu lá tinha dito nada disso para ele... Enfim. “ADD Zeus como meu amigo”.
Depois de um dia intenso de trabalho resolvi relaxar no MSN. Sou muito internética, cara. =) E lá estou eu [invisível] conversando com minha irmã mais nova, quando de repente ela toda feliz me pergunta: “Irmã, você conhece aquele Deusinho Grego????”; “Tati é louca prá ficar com ele e a Cal já pegou”; “Ele é sucesso”. E eu, como irmã mais velha, sem poder semear a mentira, tive que responder: “Conheço sim, já peguei”.
Em menos de um segundo meu celular toca: “COMO ASSIM TETÉIA, COMO ASSIM?? VOCÊ PEGOU? IMPOSSÍVEL! ELE TEM 17 ANOS”.
Bom, é isso. A INTEPOL está atrás de mim até hoje, e se vocês disserem onde eu estou, nego até a morte!
sábado, 10 de abril de 2010
Tecla SAP
Sempre fui do tipo de me interessar por “mentiras sinceras”, desde que a intenção por trás da mentira fosse boa, é claro. Depois de anos de idas e vindas com paqueras, rolinhos, namorados, e etc, uma mulher sabe identificar uma mentirinha contada. Porém, todo mundo na vida já se deparou com aquele momento em que fingir que acredita na mentira pode ser mais agradável do que realmente ouvir a verdade. E por mais que a maioria das pessoas morra afirmando que prefere ouvir a verdade, já se deparou com uma mentira tão agradável que a aceitou sem nem hesitar.
Esse tipo de situação, por exemplo, é bastante comum no início de uma paquera. O carinha não te conhece direito, você também não o conhece, não sabem como se comportar um com o outro, e a vontade de agradar é enorme. Que fique claro, que eu sou a maior defensora de cada um assumir as suas chagas, e ir de alma nua ao encontro do outro, naquela filosofia “me ame ou me deixe”. Mas o que não posso deixar de reconhecer é que todo mundo tem seus truquezinhos de paquera.
Os homens vivem utilizando os mais diversos recursos linguisticos para mascarar aquilo que realmente querem dizer. Isso porque o normal de quase todo homem é que ele deseje primeiro e admire depois. E como ainda tem um monte de mulheres por aí que acham um pecado assumir que são de carne e osso, e que também tem necessidades, grande parte dos garotinhos ainda acha que para conseguir uma “noche de pasión”, é preciso mascarar a realidade, e fingir que um lindo romance está para acontecer. Quem nunca recebeu um SMS com a mensagem: “Estou morrendo de saudade”? E quem não se derrete ao ouvir palavras doces? Por isso as mulheres modernas tiveram que desenvolver no cérebro o dispositivo SAP.
O dispositivo SAP (Second Audio Program) é um recurso dos televisores, que fornece ao telespectador a opção de ouvir o programa em seu aúdio original. Ou seja, escolher entre ouvir a dublagem que nem sempre fornece a tradução literal das falas, ou ouvir na íntegra tudo que foi dito. Desta forma, podemos escolher entre um “estou louco pra te levar para cama” e “não vejo a hora de te ver novamente”.
Enfim... a nossa sorte, e quando eu falo “nossa” me refiro tanto aos homens quanto às mulheres, é que o sistema da paquera e agito acaba funcionando como a teoria da mão invisível do mercado de Adam Smith. Enquanto estamos tentando favorecer o nosso próprio umbigo, acabamos fazendo o bem ao todo. Afinal de contas, os homens continuam pensando que nos enganam, e nos continuamos fingindo que acreditamos, e no final todos são FELIZES PARA SEMPRE.
terça-feira, 30 de março de 2010
“Vai por que quer, né?!”
Certa feita, entrei num esquema estilo “Scotland Yard” com um amiga que me colocou na jogada sem ao menos me consultar se eu queria ou mesmo podia... Mas veja bem, amiga que é amiga, até quando entra numa fria, sai com uma quente e acaba acertando, né?! Pois bem. Ela toda certinha, com namoradinho, tudo como manda o figurino. Eu, recém separada, louca para esquecer o bofe, estilo “solteira em salvador” e sem nenhum disk pizza na agenda... Eis que o telefone toca e sem tempo nem de dizer alô, já ouço: “Passe aqui em casa que temos um encontro marcado e é ‘em off’”. Num primeiro momento, ainda muito ingênuo da interpretação, pensei: Novo emprego? Aniversário de alguém que não pode chamar todo mundo? Não, não. Meu ouvido estava bem apurado e não ia deixar passar o “em off” tão despercebido assim. “Em off” sempre é aquele fato que NINGUÉM (vulgo o namorado dela) pode saber.
Segunda de noite, pós-final de semana em crise em casa, sem perspectivas para a semana vindoura, pensei: “Por que não?!” Então logo tratei de responder ok seguido de uma pergunta óbvia: “Sim, mas vamos para onde mesmo, fazer o que, com quem?”. Aí a BOMBA: Um paquerinha meu está nos esperando ‘não sei aonde’ com um amigo, e você vai comigo!
Como assim Bial?! Eu já estava de encontro marcado com um amigo-do-paquerinha que nem sabia que ela tinha?! Vixe Maria! Mas como diz o ditado: ‘quem tem amigo não se governa’, então tive que ir!
Aí a surpresa! O amigo era o cara mais gato que tinha visto nos últimos 5 anos (período em que estive fora do mercado). Logo pensei: alegria de pobre dura pouco. Como é que aquele, quase sósia de Gianecchini, ia me dar bola? Como isso seria possível se eu, uma criatura 100% auto-estima no pé, podia despertar qualquer interesse por parte daquele simpático amigo-do-paquerinha-da-minha-amiga-que-tem-namorado? Gente, é fato! Eu não era o público-alvo dele.
Foi aí que me senti em plena partida de futebol. Bola em jogo... Apresentações feitas, cadeiras estrategicamente montadas e mesa escolhida bem na FRENTE do bar. Uuuu. Primeira falta do jogo. Na frente do bar???? TODO mundo que a gente não espera encontrar num dia como esses a gente iria encontrar. Ainda mais NA FRENTE do bar. Era certo, fato! Mas a capitã logo tratou de sentir frio e solicitar ao garçom uma rápida substituição de mesas. Com a substituição, a defesa abriu espaço e quase acaba com o jogo em menos de 10 minutos no primeiro tempo. Substituição feita fora de hora. As cadeiras foram trocadas e o bandeirinha marcou impedimento (meninas de um lado, meninos do outro).
Bola vai, bola vem e nada de bola dentro. Comecei a achar que era jogo de terceira divisão, não tinha uma jogada para se admirar. Até que o primeiro tempo acaba no zero a zero. Calma! Foi só o primeiro tempo que terminou. Garçom, mais uma cerveja. Copos abastecidos, sorrisinhos e observações começando a surgir e bola rolando no segundo tempo. A torcida se anima e o clima começa a esquentar.
A capitã realmente disse para que veio e o entrosamento do time já começa a ser perceptível. Foi nesse momento, quase nos 45 minutos do segundo tempo que o jogo quase revelou o placar final: Empate! Zero a Zero?
Tempo (aparentemente) esgotado, despedidas devidamente feitas, uma sensação de incompetência no ar... Não era possível que todo aquele esquema ia terminar em nada! Em plena segunda-feira, 22h, deixei de curtir um sono na minha caminha gostosa para dar cobertura a uma amiga e até ela ia sair assim, sem nem um beijinho? Cadê aquele homem todo que marcou o encontro às escondidas e aquela amiga corajosa e decidida que me levou junto???
Nesse momento o anúncio: final de campeonato (observem: eu falei DE campeonato e não DO campeonato). Final de campeonato é sempre grandes emoções e se o jogo não se define no tempo regulamentar, vamos para a prorrogação. Vulgarmente chamada e conhecida “esticadinha”.
- Vamos sair daqui para onde? GOL dos meninos.
- Não sei, não íamos para casa? Bola fora das meninas.
- E vocês acham que vamos dispensar assim, fácil, a companhia de vocês? GOLÁÇO DOS MENINOS. Faz uma placa e que essa vai para o estádio.
Fala sério, eles foram brilhantes, né? E já diria a Legião Urbana: “Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz”.
- Opa! Então vocês mandam! As meninas começam a acertar o passe.
- Pode deixar com a gente. Vamos no posto ali rapidinho abastecer e a gente decide. Na trave!
Peraí. Ou eu sou realmente uma tapada de primeira categoria ou ingênua demais para não saber que a DESCULPA do posto era o objetivo deles. Por favor, relevem, cinco anos de namoro deixa a gente meio lenta.
Mal chegamos no posto e eles já estavam lá com as long necks na mão. Eu juro, não queria mais beber uma gota de cerveja! Enquanto me preparava para sair do carro, minha amiga já estava aos beijos com o paquerinha dela. GENTE! Como assim? Juro! Eu realmente estava saindo do carro... Pelo menos fiquei feliz. A garota é louca, mas é titular!
Aquela long neck era a minha salvação. Eu não conhecia “o amigo”, não podia conversar com “a amiga”, tive que beber. Dei um gole enorme e fui ler o rótulo (aff, que coisa sem noção), dei outro longo gole e sorri sem graça com o papo que começava a surgir com o tal do amigo. Minha sensação era que a cerveja estava fazendo um efeito muito rápido. Quanto mais eu bebia, mais o menino se aproximava. Será que era uma ação diretamente proporcional ou eu já tinha trocado futebol por matemática e estava confundindo tudo?
Comecei a conversar mesmo com o gatinho e ele era mais bacana do que eu imaginava. Pense num cara gente fina, com bom papo, inteligente e, além disso, um gato?!
Antes que eu tivesse tempo de pensar em qualquer coisa, o casal já oficial da história, só comentou que estávamos perdendo tempo e que eles podiam servir como espelho... Na tentativa de respirar depois do choque que aquela frase me deu, eu já estava também nos braços daquele homem de 30. Como foi mesmo que aquilo aconteceu?
Em pleno clima bem romântico daquele encontro, me dei conta que já eram quase duas da manhã e que no outro dia eu trabalhava cedo, e a minha responsabilidade que é dona de mim (às vezes até nem queria que fosse) me fez ter um momento de lucidez e decidir que aquele realmente era o momento de ir embora.
Como a noite tinha que terminar de uma forma marcante, na hora do tchau, o fofo olha no fundo do meu olho e diz: “Vai por que quer, né?!”.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Garoto de 20, mulher de 30!
Tudo começou quando conheci um carinha, nada mais nada menos, que 5 anos mais novo do que eu. Num primeiro momento eu achei um absurdo, mas não é que a vida tratou de me mostrar que talvez esse seria o momento de mudar meus próprios conceitos?
Conheci o dito cujo numa dessas festas de final de noite, que a gente jamais imagina conhecer alguém e manter um bom papo. Principalmente quando você está com sua galera, curtindo desde cedo e com um nível alcoólico maior do que a legislação de trânsito permite. Ai se naquela época existissem as blitz de alcoolemia... Eu estaria presa, sem carteira e endividada! rs
Trocamos olhares rapidamente, mas achei que naquela altura do campeonato, a última coisa que eu imaginaria era conhecer alguém interessante e trocar um papo. Realmente não havia condição alguma de render nada... eu já estava rendida. Rendida no meio da escada do bar, quando eu realmente estava indo embora. Só foi o tempo de ouvir aquelas palavras no momento certo, para a pessoa certa, sem tempo nem de processar a informação.
Meia hora de papo confuso (o álcool que me diga) e eu realmente estava me fazendo de difícil, até que o guri-atitude disse para que veio. Não só conseguiu um beijo meu, como também o meu telefone. Lógico que não foi a tapada aqui que deu. A outra integrante da recém formada dupla-perigo (vulgo eu e ela), que sabe o quanto sou tapada, aproveitou a insistência do baby e tratou logo de soltar o 9188-xxxx para a torcida!
Não satisfeito com o beijo e com o número, o jovem ainda quis marcar presença como o último dos românticos. Duas horas depois, quando eu já estava nos braços de morfeu (dormindo profundamente), recebo mais uma frase de efeito via SMS: “Me amarrei em você. Adorei cada detalhe”.
Tudo o que eu precisava ouvir para elevar o ego. Só sei de uma coisa... esse papo com o guri papo-cabeça rendeu...
Rendeu por telefone, rendeu por MSN (o encorajador de qualquer papo) e rendeu pessoalmente até o ponto de eu perceber que era um garoto de 21 que estava me fazendo sentir realmente uma verdadeira mulher de 30.
quinta-feira, 25 de março de 2010
Um simples copo de vinho!
Numa bela tarde de domingo, estou em casa relaxando, pensando na vida e arrumando a bagunça do meu quarto, quando o meu celular toca com uma melodia diferente. Demorou tanto de cair a ficha que não atendi na primeira tentativa. Na segunda ligação eu realmente não tive mais dúvida. Fazia muito tempo que não ouvia aquele toque personalizado: Sim, meu ex-namorado ligando para mim.
Minha primeira reação foi querer jogar o celular pela janela, mas como curiosidade de mulher é maior que orgulho ferido, resolvi atender. Uma hora e meia de conversa... Tudo o que quis falar e ouvir no final do namoro, mas que só agora o FDP resolveu abrir espaço para isso. Dei corda até o final só para ter o prazer de dizer tudo o que eu queria, seguido com um NÃO! REALMENTE ESTÁ TUDO ACABADO ENTRE NÓS! De um jeito tão gostoso que nem bolo com recheio de mousse de chocolate batia o sabor daquele momento.
Era realmente um desfeche glorioso para um final de semana que também tinha sido agitado, mas todo aquele “Ego alimentado” não podia ser aliado a um verdadeiro e melancólico final de noite de domingo. Realmente, nada de encarar o resto dele olhando para a TV, regada a uma programação de cortar os punhos e depois de um telefonema daquele! Definitivamente NÃO! Eu iria terminar era na página policial no dia seguinte com a notícia: “Jovem de 26 anos se suicida sem explicação – declaram os pais!”.
Meu pensamento foi tão forte para que algo de bom acontecesse que não é que aconteceu? Um recém paquerinha resolveu me ligar quando eu já estava perdendo minhas esperanças!
Não pensei duas vezes. Aceitei o convite para uma saidinha básica e fui ao encontro da figura. Ao chegar para buscá-lo fui surpreendida com aquele homem com cara de menino vestido de bermuda, chinelo e camiseta. Será que ele estava realmente me convidando para sair? Como ingenuidade de mulher acaba rápido e gostamos de continuar a fingir que somos aquelas reais “norinhas que mamãe pediu a Deus” me fiz de desentendida e apenas encostei o carro como quem iria apenas esperar ele abrir a porta e entrar para que prosseguíssemos o encontro. Foi aí que a certeza virou confirmação... ele realmente não estava preparado para sair e com palavras doces, ditas no pé de ouvido e com voz de veludo ele sugeriu que subíssemos até o AP dele para que pudéssemos resolver aonde iríamos que era o tempo que ele terminava (ou começava) de se arrumar. Por isso que continuo adorando me fazer de ingênua... rs!
Momento Mulherzinha: Tenho 26 anos na cara. Não sou nenhuma menina amarela. Que história é essa de subir no AP de um homem. Ta achando que é assim, é? Já sei até o enredo da novela. Começa com uma boa desculpa e coloca um CD legal para tocar enquanto ele acaba de se arrumar, oferece um copo de água para ser educado, mas emenda a cortesia com um papo gostoso para tirar o foco da saída.
Como o papo realmente começar a render oferece um copo de vinho. Antes que aja a possibilidade de perguntar novamente “para onde vamos?” o copo é novamente reabastecido e o papo, que fica mais gostoso ainda, continua a seguir... Seguindo, conseqüentemente com uma peça de roupa a menos.
Óbvio que disse a ele que era improvável cair nessa conversinha dele. Que o esperava no carro enquanto ele se arrumava e depois íamos decidindo o local no meio do caminho. Ele entrou no carro e me enrolou dizendo que era perigoso ficar ali e que ele realmente precisava terminar de se arrumar. Até que duas situações suspeitas me fizeram acreditar nele e subir até o segundo andar...
Como previa, o Gentlemen me acomodou no sofá e colocou um CD para tocar enquanto ele ia se arrumar. Ah gente, calma. Realmente seria indelicado ficar sozinha na sala, vendo o tempo passar. Antes de ir ao quarto perguntou se eu queria beber ou comer alguma coisa e trouxe uma água mesmo com a minha recusa, pois achou que eu estava com vergonha.
Como viu que eu realmente estava me sentindo constrangida, fez algumas brincadeiras para descontrair e acabamos iniciando uma conversa bacana. Gente, não maldem nada, era apenas uma conversa curta. Curta? Eu falei isso?
Conversa vai, conversa vem, o papo foi ficando mais interessante e a música era cada vez mais propícia àquele momento. Mais o papo ficou tão bom que nem nos demos conta que já haviam se passado mais de 2h de conversa e que em pleno domingo não acharíamos mais nada de interessante aberto ou com alguma probabilidade de entretenimento. Foi ai que ele novamente me ofereceu algo para beber e novamente recusei. Não é que o dito cujo me aparece com uma taça de vinho tinto dizendo que ficaria super chateado se eu não aceitasse?
Para não fazer a desfeita, aceitei. O que é que tinha demais aceitar um copo de vinho no AP do meu paquerinha tarde da noite de um domingo? Não vi nada demais...
É... o vinho estava realmente ótimo e o papo começou a ficar mais gostoso ainda! A música mudou, o olhar dele mudou e eu fiquei muda! O silêncio foi o elo perfeito para o início do melhor beijo que a gente tinha dado naquela noite. O céu começou a ficar mais bonito, a música ficou mais agradável, ele ficou mais cheiroso, o abraço era realmente o que eu precisava, e o melhor: o FPD do meu ex-namorado já não estava mais nos meus pensamentos. Comecei a ficar com calor e tive que tirar o casaco. Ele tirou a blusa. Meu colar partiu, quase caí do salto e foi aí que ele quase tirou meu juízo! Pois é... domingo despretensioso... Uma saidinha básica e eu voltei para casa quase no dia seguinte... Mas era apenas um copo de vinho.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Brincadeira de Criança!
Para apimentar a brincadeira compramos um litro de uísque e outro de vodca para abastecer o juízo. A intenção era apenas alegrar e realmente valeu a pena! Entramos na festa com duas apostas: troféu qualidade e troféu quantidade!
Nos dois primeiros minutos de festa só me restava a possibilidade do troféu qualidade, por que a agilidade das minhas companheiras, viu?! Ayrton Senna perderia o posto...
Não sei se era por que eu estava solteira recentemente e desacostumada a olhar para os homens nas festas, mas aquela festa SÓ TINHA HOMEM. “Assim mamãe não agüenta” (sussurrou uma das meninas). E haja coração. Nunca vi tanto homem bonito por m² e querendo beijar na boca. Aquilo ali não era só um parque de diversão, mas a Walt Disney Brasileira para adultos. Coisa de louco. E eu, ainda na velocidade 1 da paquera, só fazia babar...
Foi nesse momento, babante da história, que me dei conta que não só estava sozinha na festa, como tinha dado fora nos caras mais gatos da minha vida. O que estava acontecendo comigo???? Alguém pelo amor de Deus podia me explicar???? Era a minha chance de ganhar o troféu qualidade e eu passando a vez? Falta de absurdo e profissionalismo!
Mas essa minha equipe de amigas só tinha tetéias, e tetéia que é tetéia nunca perde o estilo. É que nem andar de bicicleta, você pode até achar que não sabe mais, mas é só começar a colocar em prática que suas habilidades voltam...
E foi com méritos e um pé quebrado que minha primeira festa de solteira terminou. Só não me perguntem como torci o pé, por que o uísque não me deixa lembrar...
terça-feira, 23 de março de 2010
Procura-se um príncipe encantado!
Ultimamente ando pensando bastante sobre essa mudança dos relacionamentos amorosos. Será mesmo que não existe mais príncipe encantado? Então por que as mulheres continuam a se comportar e sonhar como Cinderelas?
Não sou nenhuma mulher perfeita e, sinceramente, não busco a perfeição. Quero ser exatamente a minha espontaneidade e agir como manda o meu instinto. Quero acordar despenteada para ter certeza que o sono valeu a pena, quero batom e salto alto apenas quando me der vontade, quero colo e dengo quando a tristeza bater sem motivo, quero brigadeiro e filme de criança quando a TPM chegar.
Mas acho que sou minoria quando o assunto é buscar a mulher perfeita. Vejo que para ir na esquina comprar pão, passar no shopping para buscar sua irmã mais nova ou até mesmo ir na balada, você precisa estar impecável, se comportar como mocinha donzela e caprichar na chapinha, na maquiagem e no figurino.
Homem quer uma namorada ou uma boneca louça? Sempre os critérios são os mesmos: loira dos olhos azuis, com cara de frágil ou morena do corpão e rata de academia. Todas nos moldes que a sociedade criou como padrão, só para desfilar na frente dos amigos e dizer: esta é A Mulher. Será que ela é mesmo? Será que ela conversa sobre qualquer assunto, faz sexo gostoso, libera para o futebol na quarta-feira, sai com as amigas prá comprar lingerie provocante para o dia dos namorados?
Estou descrente desse jeito por que há pouco tempo conheci um carinha que preenchia todos os requisitos para um excelente namorado. Primeiro critério: tomou atitude. Me achou numa festa, veio puxar papo, conversou antes de querer agarrar, fez charme prá encantar e achou o momento certo para pedir um beijo.
Foi tão diferente do que ando vendo ultimamente que fui capaz de dar o número do meu telefone correto. E ligou no dia seguinte. Ligou, me achou no meio de um bar em pleno domingo e sentou-se à mesa com as minhas melhores amigas, vendo a gente gargalhar com histórias passadas, beber e papear até perdermos a hora. Não se intimidou.
Ligou mais uma vez, foi encontrar comigo na boate no final de semana e conseguiu me convencer de um filme na casa dele duas semanas depois do início deste romance. Não era namoro, nem estava perto disso, mas as saídas, as ligações e a atenção começaram a ser freqüentes.
Mesmo quando não podíamos nos encontrar, sempre chegava uma mensagem ou tocava uma ligação inesperada. Comecei a sentir um carinho especial, inevitável. Combinávamos muito. Tínhamos muita química, muita física, muita matemática, muito português... Muito tudo! Cheguei até a acreditar que realmente estava vivendo um conto de fadas.
Do dia para a noite a criatura sumiu. Desapareceu. Escafedeu-se. Virou fumaça, sei lá. Inexplicável. Reapareceu do nada, com frases doces, saudosas e freqüentes. Eu quis me dar uma segunda chance por entender que todo mundo tem o direito de voltar atrás em alguma decisão...
Tivemos mais dias de diversão, amor e promessas eternas, até me dar conta da mudança de comportamento dele comigo. Comecei a me sentir um “delivery”. Vamos nos ver? “Só se for aqui em casa”. Por que não podíamos ir ao cinema? “Estou cansado”... Quem sabe sair para comer uma pizza??? “Você ta maluca, estou na academia para perder peso”. Tudo bem, tudo bem. Uma praia? Restaurante natural? Show? E o meu telefone nunca mais tocou.
Definitivamente: o que não existe é príncipe encantado! Definitivamente não.
segunda-feira, 22 de março de 2010
O MSN é melhor que o Orkut
É fato! 15% dos seus contatos são parentes (primos; irmã; pai; cunhado; etc) – inevitável, 05% são aquelas pessoas que por algum acaso do destino descobriram o seu endereço e te adicionaram (e para você não ser mal-educada você tem que aceitá-las), 35% são realmente as suas amigas e seus APENAS amigos, e os 45% restantes são exatamente aqueles “carinhas” potenciais para um bom desdobramento... (alguns deles sabem disso, outros não).
P.S.: Essa variação percentual também serve para o mundo masculino, com a diferença básica do valor das porcentagens, porque o índice de PP (‘possíveis peguetes’) passam de 45% para 79,9% e o restante acaba com uma divisão mais justa (?) e porcentagens iguais.
Quem é que não entra no MSN contando que vai achar pelo menos um daqueles ABB´s (Amigo Bom de Beijo) da sua lista? Volto a dizer: É fato! Não tem pra onde correr.
As conversas vão das mais estapafúrdias possíveis, até aquelas mais diretas e decisórias: ou já está tudo marcado, ou não rola mais nada. E entre as janelas de conversas, a maior habilidade é estar atenta para que você por engano não escreva uma resposta trocada (convenhamos que sabemos fazer isso muito melhor que os homens).
Agora, vale fazer uma ressalva muito importante: Mulher que é mulher (isso é uma forma mais educada de dizer que não se trata de uma piriguete) não deixa claro nas conversas que a paquera pode rolar. Sempre há um universo de respostas que mais são saídas pela tangente do que uma forma de responder exatamente o que eles querem ouvir. As mensagens subliminares passam a ter um sentido mais instigante! Podem apostar!
Quando somos extremamente diretas nas respostas ou mesmo quando já deixamos ele saber que está ‘tudo garantido’ isso nos faria cair no lugar comum, e ele já saberia que está tudo tão certo, que a programação de uma saída vai ser exatamente quando ele não tiver uma outra opção em vista. E se seu intuito não for exatamente esse, de ser apenas mais uma, essa é a hora de conquistá-lo! O MSN é melhor que o Orkut por isso. Ninguém precisa saber do que está acontecendo! É tudo muito particular (assim esperamos) e você acaba falando coisas que jamais falaria ao vivo, e aí sim essa se torna uma boa oportunidade para investimentos.
Mas Atenção! Não mantenha conversas paralelas com mais de um ‘ABB’ que já esteja garantido! Das duas uma! Ou você fica muito confusa para se decidir e acaba se dando mal, ou você embola o meio de campo e contribui para o aumento do percentual de piriguetes neste mundo em que a *contraproducência dos relacionamentos já está praticamente instalada!
* contraproducente
adj. 2 gén., Que produz ou que prova o contrário do que se esperava.
